A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) emitiu esta quinta-feira, dia 5, um alerta à população para o risco significativo de cheias e inundações em diversas regiões de Portugal Continental, na sequência da precipitação intensa dos últimos dias e das descargas efectuadas por barragens espanholas.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), os caudais na maioria das bacias hidrográficas registaram um aumento expressivo, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias, com tendência de subida em vários casos.

Na Bacia do Tejo, nas próximas 48 horas, os caudais poderão aproximar-se de valores de ponta associados a um período de retorno de 20 anos, situação que poderá originar afectações significativas a jusante. Estão particularmente sob vigilância os rios Zêzere, Nabão e Sorraia, onde se prevê manutenção de caudais elevados, alguns com tendência de subida significativa,

Também nas restantes bacias hidrográficas — Minho, Lima, Cávado, Douro, Vouga, Mondego, Lis, Sado, Guadiana e ribeiras do Algarve e do Arade — são esperados caudais elevados, com possíveis subidas adicionais e impactos em localidades ribeirinhas, como é o caso de Mértola, no Guadiana.

Perante isto, a ANEPC alerta para a possibilidade de cheias resultantes do transbordo de rios e ribeiras; inundações em meio urbano devido à obstrução dos sistemas de drenagem; instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos e derrocadas; piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água; interdição de vias por submersão; e arrastamento de objectos para a via pública, com perigo para veículos e peões

Face ao agravamento das condições hidrológicas, a Protecção Civil recomenda a adopção de medidas de autoprotecção, nomeadamente:

  • Garantir a desobstrução de sistemas de escoamento;
  • Evitar actividades e estacionamento junto de linhas de água;
  • Não atravessar zonas inundadas;
  • Retirar bens, animais e equipamentos de áreas historicamente inundáveis;
  • Restringir deslocações em zonas afectadas;
  • Acompanhar as informações meteorológicas e as indicações das autoridades

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