O PCP questionou o Governo sobre a «ameaça da VASP» de interromper a distribuição de publicações periódicas em vários distritos do interior do País, alertando para o risco de agravamento das desigualdades no acesso à informação e de aprofundamento da perda de coesão territorial.
Numa pergunta dirigida ao ministro da Presidência, entregue na Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do PCP manifesta «sérias preocupações» face ao anúncio da distribuidora, que poderá afectar os distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança. Em causa está, segundo a VASP, o alegado défice económico da operação de distribuição nessas regiões.
Para o PCP, uma eventual interrupção criaria uma «intolerável situação de desigualdade entre territórios e populações», privando milhares de pessoas do direito constitucional à informação. O partido sublinha ainda que a decisão teria impactos negativos na coesão nacional, penalizando territórios já marcados por fenómenos de despovoamento e menor acesso a serviços.
No documento assinado pelo deputado Alfredo Maia, os comunistas relacionam esta situação com «precipitadas e incumpridas promessas do Governo» à empresa distribuidora, considerando que o Executivo tem responsabilidades directas na garantia do serviço público de distribuição de imprensa.
Nesse sentido, o PCP questiona o Governo sobre os compromissos assumidos com a VASP para assegurar a distribuição de publicações periódicas no interior do país, o grau de cumprimento desses compromissos e as medidas que pretende adoptar face à ameaça agora tornada pública.


