Na segunda-feira, dia 29 de Dezembro, o Município de Nisa procedeu à assinatura do auto de consignação da obra da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, numa sessão realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho que marcou o arranque oficial de um projecto há muito aguardado pelo concelho e pela região.
A cerimónia contou com a presença do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do embaixador de Portugal em Espanha, José Augusto Duarte, do deputado Luís Testa, do presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, do presidente da CCDRA, António Ceia da Silva, do presidente da Comissão de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, do representante da Extremadura, do primeiro secretário da CIMAA, Carlos Nogueira, dos presidentes da Assembleia Municipal e da Câmara de Nisa, Idalina Trindade e José Dinis Serra, do alcalde de Cedillo, Antonio González Riscado, de representantes da empresa construtora e de outras entidades.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Nisa, José Dinis Serra, afirmou que «o acto de consignação que assinamos é o culminar do trabalho colectivo e o ponto de partida para uma nova fase da execução da obra», acrescentando que a infra-estrutura «representa muito mais do que uma intervenção física (…) representa uma resposta concreta aos desafios estruturais das regiões do interior», que irá contribuir «para a melhoria das acessibilidades, para o reforço dado à actividade interior, para a digitalização económica e social e para a criação de novas oportunidades para as populações que aqui vivem e que aqui trabalham», sublinhando que a ponte tem «significado relevante para ambos os lados da fronteira».
José Dinis Serra fez ainda um reconhecimento à anterior presidente da Câmara e agora presidente da Assembleia Municipal, Idalina Trindade, referindo que «assumiu com coragem, visão estratégica e total sentido de responsabilidade pública a condução das primeiras e decisivas etapas do processo», e menciona ainda que «foi sob a sua liderança que este projecto ganhou consistência, enquadramento institucional e determinação política, num contexto particularmente exigente».
O ministro da Economia e Coesão Territorial realça que «foram quatro anos de burocracias», destacando que houve uma persistência notável por parte do Município e também «uma vontade de não defraudar uma população, a quem foi criada uma expectativa legítima», sublinhando que «esta obra vai resolver problemas locais».
Manuel Castro Almeida esclareceu que a infra-estrutura vai ser financiada pelo Plano de Recuperação e Resilênmcia (PRR), pelo orçamento da Câmara Municipal e pelo orçamento de Estado, reforçando ainda o impacto da obra para a economia local, mostrando-se ainda convicto de que «o facto de melhorarmos as condições de mobilidade, irá proporcionar investimento» e que «o investimento vai criar emprego, o emprego vai criar riqueza e vai melhorar as condições de vida das pessoas». Segundo o Ministro, para além do contributo «para o desenvolvimento económico, para a criação da riqueza e para o bem-estar das pessoas», a Ponte «também é um factor de coesão territorial, de valorização do interior, e uma forma de alcançar outro objectivo muito importante, que é o reforço das relações fronteiriças, no caso entre Portugal e Espanha».
O projecto da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento global de 19.248.350,39 euros.
A nova infra-estrutura terá cerca de 160 metros de extensão e um tabuleiro de 11,5 metros de largura, com duas faixas de rodagem, bermas e passeios com elementos identitários que celebram a portugalidade. A ponte será sustentada por dois arcos gémeos de betão, evitando a colocação de pilares no leito do rio — uma solução mais económica e ambientalmente sustentável.
Além da ponte, o projecto contempla a requalificação da Estrada Municipal 1139 ao longo de 9 km e a criação de um novo corredor de 700 metros na margem portuguesa do Rio Sever, ligando a EM1139 ao tabuleiro da futura ponte.


