Campo Maior vai acolher, no próximo domingo, dia 4, a abertura solene do Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva, numa celebração que terá lugar às 18h00, na igreja do Mosteiro de Campo Maior, presidida pelo Arcebispo de Évora.

O Ano Jubilar será vivido ao longo de 2026 e assinala duas datas históricas ligadas à santa campomaiorense: o 100.º aniversário da sua Beatificação e o 50.º aniversário da Canonização. Santa Beatriz da Silva (1424–1492) é fundadora das Monjas Concepcionistas Franciscanas, ordem religiosa de vida contemplativa.

Segundo a Arquidiocese de Évora, ao longo do ano estão previstas diversas iniciativas de carácter religioso, cultural e histórico, que serão divulgadas progressivamente. Em Campo Maior, está prevista a realização de Jornadas de carácter histórico-biográfico, dedicadas à vida e obra de Santa Beatriz da Silva.

No contexto do Ano Jubilar, o Papa, através da Penitenciaria Apostólica, concederá a indulgência plenária aos fiéis que visitarem a igreja do Mosteiro de Campo Maior entre 4 de Janeiro de 2026 e 3 de Janeiro de 2027, data em que se celebra a Solenidade da Epifania.

Uma santa natural de Campo Maior

Santa Beatriz da Silva nasceu em Campo Maior, por volta de 1436. Passou à corte de Castela, em 1447, como dama de honor da sua parenta, a infanta Isabel de Portugal. Para se dedicar a uma vida cristã mais perfeita, retirou‑se da corte para o convento da Ordem de São Domingos, em Toledo, onde permaneceu mais de 30 anos. Em 1484, fundou o Instituto que, mais tarde, tomou o título de Ordem da Conceição da Virgem Maria ou concepcionistas. Pouco depois de fazer a profissão religiosa, faleceu com fama de santidade, no ano de 1492.

Santa Beatriz alcançou, em 1489, uma primeira aprovação papal para a sua comunidade monástica através da bula ‘Inter Universa’, do Papa Inocêncio VIII, mas só após a sua morte (1492), a Ordem da Conceição da Virgem Maria obteria a bula fundacional ‘Ad Statum Prosperum’, no ano de 1511, com a assinatura de Júlio II.

Foi beatificada em 1926, pelo Papa Pio XI. A canonização ocorreu a 3 de Outubro de 1976, na Basílica de São Pedro, em Roma, pelo Papa São Paulo VI, sendo a primeira mulher nascida em Portugal a receber esta honra.

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