Academia Salgueiro Maia volta a reunir mais de uma centena de jovens pela “Liberdade” e pela “Democracia”

Entre os dias 18 e 19 de Maio, mais de uma centena de jovens socialistas oriundos de todo o País reuniram-se em Castelo de Vide para participar na 2.ª edição da Academia Salgueiro Maia, iniciativa promovida pela Federação de Portalegre da Juventude Socialista (JS), que voltou, pelo segundo ano consecutivo, a ser «o maior evento de sempre da estrutura, já consolidado como referência a nível nacional»

Para além de homenagear o legado do Capitão de Abril, Fernando Salgueiro Maia, é através do lema “Uma Academia da Liberdade e da Democracia” que se formou, capacitou e sensibilizou os jovens para discussão e reflexão política, através de um modelo de educação não formal. De entre as actividades, destacaram-se o teambuilding sob o mote “O nosso bairro em 25 de Abril de 2074”, sessões temáticas, uma Escape Room sobre a Revolução dos Cravos e um paddy paper pela vila de Castelo de Vide.

A sessão de abertura, realizada no Cineteatro Mouzinho da Silveira, contou com as intervenções de Filipe Luz, presidente do PS Castelo de Vide, Madalena Rabaça, presidente da JS Castelo de Vide, Luís Moreira Testa, presidente da Federação de Portalegre do PS, e João Pedro Correia, Coordenador Federativo do Gabinete de Estudos da JS. O dirigente da JS sublinhou que a Academia «celebra o direito à liberdade e promove a capacitação de jovens para a cidadania», destacando «a fundamental ligação da política com a sociedade civil e a ciência» – destacada nos oradores convidados e nos métodos pedagógicos ativos do evento.

Durante a tarde do primeiro dia passaram pela Escola Básica Garcia de Horta, onde decorreram as sessões temáticas, personalidades como Alexandra Leitão, ex-ministra e atual líder do Grupo Parlamentar do PS, Ricardo Paes Mamede, reconhecido economista e comentador da RTP 3 em “Tudo é Economia”, ex-governantes nas áreas da Saúde, Defesa e Ordenamento do Território, como Francisco Ramos, Ana Santos Pinto e João Ferrão e especialistas em Migrações – José Reis, Ambiente e Ação Climática – Cátia Rosas, Habitação – Gonçalo Antunes e Jornalismo e comunicação – Filipe Caetano.

A iniciativa consistiu numa competição entre nove equipas, que puderam ainda somar pontos extras através das visitas à Casa da Cidadania Salgueiro Maia e à Casa da Inquisição. As três equipas melhor classificadas receberam uma visita guiada ao Museu do Aljube “Resistência e Liberdade”, em Lisboa, e a equipa vencedora recebeu o Prémio Salgueiro Maia 2024.

«Esta Academia foi um sonho que hoje e para sempre se tornará numa concretização porque dezenas de jovens renovam o interesse pela sua formação cívica e política e virão ou voltarão a Castelo de Vide», afirmou o presidente de Federação de Portalegre da JS, João Pedro Meira, durante a sessão de encerramento.

O líder da JS do Alto Alentejo sublinhou a importância de cada jovem sair desta Academia com «um conjunto de novos conhecimentos, mais capacitados, formando cidadãos conscientes, preparados, capazes de enfrentar o mundo e de levar a nossa mensagem mais longe e trazendo mais para a nossa luta, que é uma luta colectiva».

João Pedro Meira terminou o seu discurso demonstrando “orgulho” na equipa da Federação de Portalegre da JS e agradecendo a todos os seus membros pelo «fantástico» trabalho desenvolvido, que resultou em «dois dias magníficos», destacando um agradecimento especial à Comissão Organizadora da Federação, constituída por João Pedro Correia, Lúcia Oliveira, Marta Caixas Inácio, Ana Sofia Rosa, Diogo Aragonez e André Dias.

A sessão de encerramento contou ainda com as intervenções do deputado da Assembleia da República, Ricardo Pinheiro, do Secretário-geral da JS, Miguel Costa Matos, e da vereadora na Câmara Municipal de Castelo de Vide, eleita pelo PS, Cecília Oliveira. Para a autarca, a Academia Salgueiro Maia afirma-se «como um espaço de celebração de memória social, da nossa identidade, do melhor que a nossa longa história nos pode dar – que cada um possa ser livre», reiterando que ao olhar para aquela sala «cheia de esperança» vê «jovens que não se limitam a ler a história, mas a fazer história».

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