A aquisição do Colégio, por 2,5 milhões de euros, possibilita a criação do Campus Hospitalar, que terá também um novo edifício, sendo o investimento global estimado, a preços actuais, em cerca de 40 milhões de euros.
Finalmente realizou-se no dia 29 de Dezembro a compra do antigo Colégio Diocesano de Santo António pela Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, o que se esperava desde 2020.
Mon. Paulo Dias, Vigário Geral da Diocese outorgou a escritura em sua representação com o presidente da ULSAALE, Miguel Lopes.
Está agora garantida a criação do Campus Hospitalar, pois o Colégio era o único espaço que podia comportar a ampliação do actual Hospital Doutor José Maria Grande.
Ao longo dos próximos anos assistir-se-á à transferência de serviços, nomeadamente administrativos, para o Colégio, onde será também construído um novo edifício, prevendo-se a preços actuais um investimento global de 40 milhões de euros.
No imediato serão revistas infraestruturas e feitas as necessárias remodelações energéticas, para que logo que possível o Armazém que se encontra num pavilhão arrendado da Zona Industrial transite para o Colégio.
Também assim que possível o Centro de Saúde passará a funcionar no espaço do Colégio, adianta Miguel Lopes.
«Para executar vontades é preciso dinheiro»
Em conferência imprensa realizada após a assinatura da escritura marcou presença quase todo do Conselho de Administração da ULSAAEN, o Vigário Geral da Diocese e o Chanceler, Pe. João Maria Lourenço, bem como a presidente da Câmara, Fermelinda Carvalho e a vereadora Laura Galão.
Miguel Lopes congratulou-se com a «concretização» da escritura que demorou cinco anos», fez questão de deixar o seu «reconhecimento» à Diocese» pela espera e «garantir» que o antigo Colégio «continua ao serviço da população».
O presidente do CA da ULSAALE fez questão de deixar um especial agradecimento à presidente da Câmara pelo seu empenho no processo, e ao Governo, estando assim aberto agora o caminho para a criação do Campus da Saúde, no sentido de garantir «melhores cuidados» de saúde a toda a população.
Mons. Paulo Dias declarou que a assinatura escritura, há tanto esperada, foi feita «não sem um amargo de boca» pela alienação de um património tão caro à missão da Diocese, mas com a garantia «que o mesmo se mantém ao serviço da comunidade». O Colégio foi «um legado grande da história mas era um peso que se arrastava», pelo que «muito nos agrada ter feitoi esta escritura para servir a comunidade».
Por seu turno Fermelinda Carvalho manifestou a «alegria» pela concretização da escritura, felicitando a ULSAAEN e a Diocese, a quem agradeceu por ter sido «muito compreensiva» e pela «espera», sendo este «um imóvel que vai continuar ao serviço da população».
A presidente da Câmara de Portalegre lembrou que «para executar vontades é preciso dinheiro», o que só aconteceu agora, graças à «ministra da Saúde», ao «ministro Castro Almeida que se empenhou muito» e «ao ministro das Finanças que se comprometeu». A autarca sublinhou que «na terra onde está tudo tratado», afinal «só está quando há o dinheiro».
Fermelinda Carvalho sublinhou ainda que «sem boa saúde e sem boas respostas as pessoas não se querem fixar», e agora para esse objectivo «foi dado o primeiro passo e virão agora os seguintes», e «será necessário procurar depois o dinheiro»., mas «o Governo vai continuar a olhar para Portalegre», garante, terminando a dar «parabéns a todos e a Portalegre».
Tutela e finanças despacharam
A autorização por parte do secretário de Estado de Gestão da Saúde, Francisco Rocha Gonçalves, foi dada dia 5 em Despacho em que pode ler-se que «determino o reforço do Contrato-Programa de 2025 da Unidade Local de saúde do Alto Alentejo, EPE, no montante de 2.500.000€, destinado à aquisição do imóvel “Colégio de Santo António”, para efeitos de ampliação e reorganização do Hospital Doutor José Maria Grande (…)».
Foi, entretanto, obtida a necessária autorização do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, imprescindível para a concretização da operação.
Quatro fases
O programa funcional de ampliação dos Hospital, que inclui concentração e reorganização de serviços, bem como a relocalização do Centro de Saúde de Portalegre, contém quatro fases, a primeira das quais é naturalmente a aquisição do espaço.
Recorde-se que o espaço do Colégio, com uma área total de 33.539,47m2 e uma área bruta de construção de 8.760,99m2 é o único que pode satisfazer a necessidade de ampliação do Hospital Doutor José Maria Grande e garantir a concentração de serviços e optimização de recursos.
De acordo com o programa de há muito delineado, o objectivo será o de o actual edifício hospitalar ficar afecto em exclusivo à área clínica, transferindo-se para o espaço do Colégio todos os serviços de apoio e outros, incluindo o armazém que se encontrava na Av. Frei Amador Arrais/ Av. da Liberdade e recentemente deslocalizado para a Zona Industrial.
Com a instalação também no Colégio do Centro de Saúde, fica totalmente liberto o espaço do antigo Sanatório.
