Ricardo Colaço Marques, responsável pelo Fire Sentinel Command, na aceleradora de empresas da NERPOR.

Empresa sediada em Portalegre desenvolveu o Fire Sentinel Command, que combina inteligência artificial, drones, sensores, satélite e meteorologia. A NERPOR prepara agora a apresentação da solução à CIMAA.

A Luso Defense Group (LDG), empresa sediada em Portalegre, quer implementar o Fire Sentinel Command em três municípios durante 2027, de preferência no distrito. O sistema está concluído, foi testado internamente em ambiente de simulação e pode estar operacional cerca de 30 dias depois da contratação.

A inteligência artificial é uma das principais componentes da plataforma. Na prática, analisa imagens convencionais e térmicas captadas por drones, procura focos de calor, fumo, frentes ativas e reacendimentos, e cruza essa leitura com dados de satélite, meteorologia, cartografia, sensores e meios disponíveis. Com essa informação, calcula níveis de risco, ordena prioridades e explica ao comandante por que razão determinada zona merece atenção.

A plataforma reúne tudo num mapa operacional e funciona apenas como apoio à decisão. A decisão permanece humana: o Fire Sentinel Command não emite ordens automáticas nem controla meios. Cada recomendação apresenta o objetivo, o risco, o grau de confiança, a janela temporal e a respetiva justificação.

O município paga um valor inicial de instalação e uma anuidade. A solução inclui software, drones, sensores, comunicações, formação, acompanhamento técnico e manutenção. A operação pode ficar a cargo do município ou de um técnico da LDG.

A empresa foi constituída em 2025 pelos irmãos Ricardo Colaço Marques e Mafalda Colaço Marques, embora o desenvolvimento dos produtos tenha começado cerca de três anos antes. A LDG conta atualmente com uma equipa de 15 engenheiros.

A transferência da base da empresa para Portalegre aconteceu no âmbito do programa de aceleração da NERPOR, liderado pelo presidente da associação, Tiago Braga. A NERPOR acompanha desde então a entrada no mercado, as reuniões comerciais e a negociação com potenciais clientes.
O Fire Sentinel Command já foi apresentado em Cáceres, Portalegre e Mortágua.
O passo seguinte será apresentar a solução à CIMAA e avaliar uma implementação intermunicipal, sem excluir a contratação município a município. A meta é chegar às três primeiras implementações em 2027 e, se possível, começar no distrito onde a empresa escolheu ficar sediada. As primeiras utilizações no terreno permitirão validar, em contexto real, o desempenho do sistema e dos seus modelos de inteligência artificial. A tecnologia está pronta. Falta agora a primeira decisão de compra.

O QUE É “A PORTA QUE FALTA”?
Todas as semanas, a NERPOR apresenta uma empresa associada e um objetivo concreto que ainda pretende alcançar. A associação assume o compromisso de ajudar a abrir essa porta e dará conta, nas edições seguintes, dos contactos, reuniões e resultados alcançados.
A PORTA DESTA SEMANA
Encontrar três municípios para as primeiras implementações do Fire Sentinel Command em 2027, dando preferência ao distrito de Portalegre, através de contratação individual ou de uma solução intermunicipal.
O COMPROMISSO DA NERPOR
Apresentar o projeto à CIMAA, avaliar uma implementação intermunicipal e continuar a acompanhar a Luso Defense Group nas reuniões comerciais e nas negociações com municípios.

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