Empresa sediada em Portalegre desenvolveu o Fire Sentinel Command, que combina inteligência artificial, drones, sensores, satélite e meteorologia. A NERPOR prepara agora a apresentação da solução à CIMAA.
A Luso Defense Group (LDG), empresa sediada em Portalegre, quer implementar o Fire Sentinel Command em três municípios durante 2027, de preferência no distrito. O sistema está concluído, foi testado internamente em ambiente de simulação e pode estar operacional cerca de 30 dias depois da contratação.
A inteligência artificial é uma das principais componentes da plataforma. Na prática, analisa imagens convencionais e térmicas captadas por drones, procura focos de calor, fumo, frentes ativas e reacendimentos, e cruza essa leitura com dados de satélite, meteorologia, cartografia, sensores e meios disponíveis. Com essa informação, calcula níveis de risco, ordena prioridades e explica ao comandante por que razão determinada zona merece atenção.
A plataforma reúne tudo num mapa operacional e funciona apenas como apoio à decisão. A decisão permanece humana: o Fire Sentinel Command não emite ordens automáticas nem controla meios. Cada recomendação apresenta o objetivo, o risco, o grau de confiança, a janela temporal e a respetiva justificação.
O município paga um valor inicial de instalação e uma anuidade. A solução inclui software, drones, sensores, comunicações, formação, acompanhamento técnico e manutenção. A operação pode ficar a cargo do município ou de um técnico da LDG.
A empresa foi constituída em 2025 pelos irmãos Ricardo Colaço Marques e Mafalda Colaço Marques, embora o desenvolvimento dos produtos tenha começado cerca de três anos antes. A LDG conta atualmente com uma equipa de 15 engenheiros.
A transferência da base da empresa para Portalegre aconteceu no âmbito do programa de aceleração da NERPOR, liderado pelo presidente da associação, Tiago Braga. A NERPOR acompanha desde então a entrada no mercado, as reuniões comerciais e a negociação com potenciais clientes.
O Fire Sentinel Command já foi apresentado em Cáceres, Portalegre e Mortágua.
O passo seguinte será apresentar a solução à CIMAA e avaliar uma implementação intermunicipal, sem excluir a contratação município a município. A meta é chegar às três primeiras implementações em 2027 e, se possível, começar no distrito onde a empresa escolheu ficar sediada. As primeiras utilizações no terreno permitirão validar, em contexto real, o desempenho do sistema e dos seus modelos de inteligência artificial. A tecnologia está pronta. Falta agora a primeira decisão de compra.
| O QUE É “A PORTA QUE FALTA”? |
| Todas as semanas, a NERPOR apresenta uma empresa associada e um objetivo concreto que ainda pretende alcançar. A associação assume o compromisso de ajudar a abrir essa porta e dará conta, nas edições seguintes, dos contactos, reuniões e resultados alcançados. |
| A PORTA DESTA SEMANA |
| Encontrar três municípios para as primeiras implementações do Fire Sentinel Command em 2027, dando preferência ao distrito de Portalegre, através de contratação individual ou de uma solução intermunicipal. |
| O COMPROMISSO DA NERPOR |
| Apresentar o projeto à CIMAA, avaliar uma implementação intermunicipal e continuar a acompanhar a Luso Defense Group nas reuniões comerciais e nas negociações com municípios. |
