Associação de Estudantes denuncia insegurança devido à falta de condições físicas da Escola Secundária de S. Lourenço

A Associação de Estudantes (AE) da Escola Secundária de S. Lourenço, em Portalegre, denunciou esta sexta-feira a falta de condições físicas do estabelecimento de ensino, que foi renovada entre 2008 e 2009 pela Parque Escolar, que «colocam, diariamente, a segurança da comunidade escolar em perigo».

Num comunicado enviado ao nosso jornal, a AE, em nome dos cerca de 600 alunos e toda a comunidade educativa, alega que «ao longo destes 12 anos, tanto as “intervenções pontuais de reparação” como as “intervenções programadas de conservação e manutenção” têm sido sucessivamente adiadas e/ou canceladas até à data actual, levando a sucessivas e insistentes queixas por parte de toda a comunidade escolar».

Através do relato da presidente da AE, Margarida Raposo, é descrito que «ano após ano, vejo na nossa escola, bolor, humidade, baldes e panos por toda a instituição (durante o inverno). Neste último, a situação escalou de uma forma assustadoramente rápida: num dos corredores mais movimentados do edifício, onde todos os dias passam centenas de pessoas, tiveram de ser retirados dois pedaços de tecto falso por se encontrarem na iminência de colapsar, pondo, desta forma, em causa a integridade dos utilizadores do espaço escolar», relata, manifestando a sua preocupação.

Ainda de acordo com a AE, «14 portas de emergência encontram-se actualmente fechadas a cadeado, por estarem em perigo iminente de cair caso sejam abertas, numa escola com laboratórios, salas de eletrotecnia e oficinas de arte», ou seja, «locais de risco, aliados a uma falta de acessos de emergência completamente inimaginável, apenas podem dar resultados desastrosos», alerta.

Afirmando haver «incumprimento do contrato estabelecido entre a Parque Escolar e o Estado Português, bem como a ausência de resposta às reclamações e pedidos de intervenção da Direção da ESSL», a Associação de Estudantes decidiu implementar algumas medidas, nomeadamente «informar a empresa em questão de que, caso não se observasse uma resposta assertiva com a calendarização das intervenções de manutenção que urgem na nossa Escola, no prazo de duas semanas», seria tornada pública esta situação, denunciando a insegurança com que diariamente centenas de alunos, bem como professores, auxiliares, e toda uma comunidade escolar frequentam os espaços físicos deste estabelcimento de ensino.

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