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De acordo com a União de Sindicatos do Norte Alentejo (USNA), no distrito de Portalegre verificou um «elevado nível de adesão à greve convocada pela Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública da CGTP-IN» com especial incidência nos sectores da educação, da saúde e de serviço municipais.

Em comunicado, a USNA ressalva, contudo, que «não tendo ainda dados relativamente ao balanço final da greve no distrito, registam-se até agora níveis de adesão muito representativos da participação dos trabalhadores nesta jornada de luta», pelo que «ficou claro a este governo e ao próximo que os trabalhadores não aceitam que, de reunião para reunião, se mantenha a ausência completa de respostas aos seus problemas e o caminho de degradação dos serviços públicos no país».

No distrito, segundo os sindicatos, encerraram todas escolas da cidade de Portalegre com excepção da EB1/JI da Corredora e da Escola de S. Lourenço. Também se verificou o encerramento de Escola Secundária de Campo Maior, Pré-Escolar e 2° Ciclo de Nisa, EB/JI de Avis e Ervedal, EB1 de Monforte, bem como dos Agrupamentos de Escolas de Crato, Castelo de Vide, Arronches, Gavião e Avis.

No sector da saúde verificou-se «também uma forte adesão» com destaque para o Hospital Doutor José Maria Grande, onde se encontram encerrados os serviços de atendimento ao público, nomeadamente consultas externas, laboratório e raio-x. De acordo com a USNA, «a adesão dos enfermeiros foi também significativa no distrito de Portalegre, sendo superior a 50%»

Já no sector da administração local, a adesão «foi variável nas diferentes autarquias», sendo que se destaca a adesão dos trabalhadores do Município do Crato superior a 60% e do Município de Avis superior a 70%. Em Elvas e Avis não houve recolha dos RSU e várias Juntas de Freguesia, bem como o serviço de atendimento ao público em Avis estiveram encerradas.

Em jeito de balanço, a USNA «saúda a adesão dos trabalhadores da administração pública que participaram hoje na greve organizada pelos Sindicatos da Administração Pública da CGTP-IN na nossa região, em luta por melhores salários e condições de trabalho, por uma aposentação justa, pela contratação de mais trabalhadores, contra a precariedade, pela recuperação e valorização das suas carreiras».