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Os deputados socialistas eleitos pelos círculos de Portalegre confirmaram esta terça-feira que o Governo vai avançar com mais comboios e mais horários na Linha do Leste, criando dois novos horários, de sentido inverso e diários.

«Depois de termos defendido este investimento na campanha eleitoral e de termos apresentado na Assembleia da República um projecto de resolução, de termos acompanhado importantes iniciativas como o Roteiro da linha do Leste da JS, ou termos colocado esta questão na agenda mediática do Orçamento de Estado para 2022, hoje é dia de reafirmamos o nosso compromisso com o aprofundamento e valorização da Linha do Leste», afirmou Eduardo Alves, frisando ainda que «queremos fazer mais», embora destaque que «este é um momento importante na valorização e afirmação da Linha do Leste junto das populações do Alto Alentejo, como uma alternativa credível e válida».

Também o deputado Ricardo Pinheiro se congratulou por esta decisão do Governo, referindo que «cada vez mais é importante a classe política assumir aquilo que são os desafios e concretizar as propostas de forma efectiva. Ao fim de quatro meses de mandato conseguimos esta duplicação daquilo que é a conectividade entre o distrito de Portalegre e Lisboa e Madrid», enalteceu, destacando que «conseguimos melhorar aquilo que é a visibilidade do distrito de Portalegre mas também a forma como a mobilidade sustentável e a ferrovia se aproxima cada vez mais do interior».

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Os deputados socialistas eleitos pelos círculos de Portalegre e de Santarém entregaram recentemente na Assembleia da República um projecto de resolução em que recomendavam ao Governo que promovesse o investimento na Linha Ferroviária do Leste, com vista ao aumento da frequência de comboios, o planeamento da electrificação da linha e o reforço das condições de operacionalização e conforto das carruagens.

Os parlamentares recordaram que «a Linha Ferroviária do Leste, que liga a estação de Abrantes, no distrito de Santarém, à estação de Elvas, atravessando todo o Alto Alentejo, é a única linha de transporte ferroviário de passageiros com ligação transfronteiriça a sul do Tejo», acrescentando que «a recente crise de refugiados ucranianos deixou evidente a importância estratégica desta ligação ferroviária e o papel crescente que pode ter no futuro do país», defenderam, constatando que «para afirmar a Linha Ferroviária do Leste, é fundamental aumentar a frequência no transporte de passageiros», com dois horários «ajustados à necessidade das populações».

No projecto de resolução, recomendaram ainda ao Governo que «planeie e enquadre a electrificação da Linha do Leste numa fonte de financiamento adequada», assim como o reforço das condições de operacionalização da linha «e o conforto do seu material circulante», e que «estude, no âmbito da construção do Plano Ferroviário Nacional, soluções que aproximem a estação ferroviária da cidade de Portalegre».