Publicidade

A dois dias do fim da campanha eleitoral, o secretário-geral do PS, António Costa, veio até à cidade de Portalegre para «dar uma palavra de alento» à candidatura de Luís Moreira Testa à autarquia local.

No recém-inaugurado Polidesportivo dos Assentos, as 200 cadeiras que a organização disse ter colocado em pleno campo de jogos não foram suficientes para receber apoiantes, militantes e também figuras de destaque do PS a nível distrital e nacional. Além de praticamente todos os candidatos que compõem as listas do PS aos órgãos autárquicos no concelho de Portalegre, marcaram ainda presença os candidatos socialistas a várias autarquias do distrito e ainda personalidades de peso como o Comendador Rui Nabeiro, o presidente da Federação Distrital do PS, Ricardo Pinheiro, e ainda o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, entre muitas outras personalidades.

O PRR, a barragem do Pisão, a pandemia de COVID-19 e a necessidade de ter autarcas que «saibam aproveitar as oportunidades» marcaram o discurso de António Costa, que começou por explicar que veio até Portalegre «para dar uma palavra de alento» à candidatura do PS no concelho e «muito particularmente a Luís Moreira Testa», pois «precisamos muito da energia, da alegria, da combatividade e da determinação de autarcas como o Luís Testa», disse.

O secretário-geral do PS lembrou depois os tempos difíceis vividos em todos os sectores da sociedade durante o último ano e meio com a pandemia de COVID-19 e apontou a «solidariedade» como o factor que permitiu que conseguíssemos enfrentar esta pandemia que, «agora, felizmente, estamos já a muito pouco tempo, graças à vacinação, de podermos dar como controlada».

Contudo, António Costa considera que, neste contexto de viragem, «é absolutamente essencial somarmos à solidariedade com que enfrentámos a pandemia, a energia, a determinação e o empolgamento dos nossos autarcas e de pessoas como o Luís Testa».

Dando conta de que a economia «está agora a recuperar» e que os números do desemprego «estão hoje num nível inferior ao que estávamos antes da pandemia», António Costa sublinhou ainda a ajuda da União Europeia com a aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que considera ser «uma oportunidade extraordinária que há para os nossos territórios e que nos permite, de uma vez, por todas fazer aquilo que sempre sonhámos fazer e que não tínhamos condições de fazer».

Estava assim dado o mote para que entrasse em cena a questão da Barragem do Pisão, «um caso muito exemplar», disse António Costa, garantindo que o projecto «vai, de uma vez por todas ser financiado» e que a obra «já está contratada com a CIMAA para poder ser realizada».

«Mas a Barragem do Pisão não é um fim em si mesmo, se não era simplesmente um lago para olharmos para ele, a barragem do Pisão é uma semente para o desenvolvimento que nós queremos para esta região e por isso precisamos de ter à frente destes municípios autarcas que sejam capazes de agarrar esta oportunidade e levar este distrito e esta região para a frente e não desperdiçar esta oportunidade», disse António Costa, que, olhando para assistência, não deixou de sublinhar o trabalho realizado por Francisco Reis em Alter e Hugo Hilário em Ponte de Sor.

«Portalegre merece ter mais e vamos ter mais»

Em uso da palavra, Luís Moreira Testa deu conta que «há mais de um mês» que está junto da população para ouvir as suas angústias e os seus sonhos.  «É preciso que os portalegrenses voltem a ter sonhos, que voltem a pensar alto, que voltem a sonhar com o futuro da sua cidade», atirou, defendendo que o voto é essencial para definir o futuro do concelho.

«Aquilo que separa o dia de hoje de domingo é extraordinariamente importante porque é também aquilo que separa o presente sem significado e aquilo que é o sonho de gerações», afirmou o candidato, argumentando que «não nos podemos resignar ao triste fado de que é assim e sempre foi assim».

Convicto numa mudança de rumo na autarquia portalegrense, Luís Moreira Testa diz entregar-se à luta pela conquista da presidência de Câmara «como a última luta da minha vida» e assume mesmo que esta «é a última luta pública que desempenharei».

«Não ambiciono mais nada para mim do que ver o futuro do meu concelho risonho para todos os meus concidadãos. Não ambiciono mais nada do que ver esta cidade revestida de identidade industrial, cultural, de desenvolvimento económico, tal como os meus pais a viram e os meus filhos também têm direito a vê-la», afirmou, defendendo que «Portalegre tem de se líder do distrito e da região».

Durante o comício usaram ainda da palavra o Comendador Rui Nabeiro, que fez um apelo ao voto, o presidente da Federação Distrital do PS, Ricardo Pinheiro, que defendeu que Portalegre não pode perder mais oportunidades, e ainda Margarida Curinha, candidata à Câmara, que apontou a necessidade de afirmar Portalegre enquanto capital.