O Hospital Doutor José Maria Grande vai ter uma nova Unidade de Cuidados Intensivos de última geração, a qual nascerá num novo piso a construir de raiz sobre o bloco das Consultas Externas.

O pré-projecto já se encontra aprovado e estão recolhidos os pareceres de todas as entidades envolvidas, incluindo a Comissão de Acompanhamento de Medicina Intensiva, sendo que o pré-orçamento para a construção da nova unidade cifra-se em 3,2 milhões de euros.

Não é por acaso que há meses nos chegava a informação de que o deputado Luís Testa, membros do Conselho de Administração da ULSNA e técnicos andavam na cobertura do pavilhão das Consultas Externas e do Banco de Sangue, concluindo-se agora que estavam a tratar deste processo.

De facto a ULSNA sentia que «o espaço existente» afecto à Unidade de Cuidados Intensivos «era exíguo e não correspondia às necessidades de uma unidade moderna», pelo que «a solução é então avançar para uma nova unidade», confirmou o deputado Luís Testa ao nosso jornal.

Obra arranca este ano

O presidente da ULSNA, Joaquim Araújo, adiantou ao nosso jornal que a obra iniciar-se-á ainda este ano e que será rápida, porque se insere no «objectivo nacional de reforçar a capacidade de medicina intensiva», pelo que os processos concursais serão agilizados no âmbito de «legislação específica» face ao combate à Covid.

Para a nova unidade estão já autorizadas 14 camas de medicina intensiva de tipologia III, que naturalmente será apetrechada também com novos equipamentos.

Joaquim Araújo explica que se trata de uma «unidade de ponta dificilmente igualável no País», exceptuando «talvez a do hospital de Gaia», recentemente inaugurada.

Novas unidades

O presidente do CA da ULSNA dá a conhecer que, no espaço actualmente afecto à Unidade de Cuidados Intensivos, será instalada uma Unidade de Exames Especiais, como colonoscopias e outros, e está em análise a possibilidade de instalar ainda o Centro de Excelência de Tratamento de Feridas.

Colégio quase resolvido

Fonte ligada ao processo de aquisição do antigo Colégio Diocesano de Santo António para ampliação do Hospital, mas que ficou atrasado pela necessidade de autorização especial pelo facto de o valor de compra negociado ultrapassar os montantes de autonomia financeira da ULSNA, adianta ao nosso jornal que se espera que a necessária autorização por parte da Direcção-Geral do Tesouro possa surgir até final de Setembro.

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