A NATUR-al-CARNES – Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejo promoveu na manhã desta quarta-feira, no parque de leilões de gado de Portalegre, o primeiro leilão de ovinos da região, que reuniu cerca de 600 exemplares provenientes de vários produtores da região para serem licitadas.

Em declarações ao Jornal Alto Alentejo, a coordenadora da NATUR-al-CARNES, Maria Vacas de Carvalho, explicou que decidiram avançar com a realização de leilões de ovinos porque «percebemos que o mercado estava a muda», pois apesar do agrupamento de produtores fornecer ovinos para as grandes superficies já abatidos, «sabemos que há muita procura de animais vivos, sendo esta uma boa oportunidade para quem quer vende, e sabemos, pela nossa experiência em leilões de bovinos, que não há anda melhor do que os leilões, ou seja, é onde procura e a oferta que se une, e se fazem bons negócios», sublinha.

A responsável mostrou-se bastante satisfeita pela participação dos cerca de 40 produtores da região, bem como pelas licitações que foram feitas, assumindo que «correu muito bem, e muito a cima das nossas expectativas, sendo que é o primeiro leilão que realizamos», constata, embora reconheça que eram esperadas mais do que as 600 cabeças que estiveram a leilão», ainda que ressalve que é «um número significativo, considerando que não é hábito na nossa região haver leilões de ovinos, e sentimos que de alguma forma os produtores tiveram um pouco de receio, pelo desconhecimento, o que acontece sempre».

Convicta de que os próximos irão ter ainda mais participação dos produtores, Maria Vacas de Carvalho realça que não está ainda definido a periodicidade com que serão realizados os leilões, mas deixa a certeza de que é uma experiência para repetir.
«Os leilões são uma boa alternativa para os produtores venderem os animais, porque mostra-nos a nossa experiência que a melhor oferta é feita sempre em leilão, e por outro lado, é mais organizado, e recebem o preço justo pelos animais», defende, recordando que a NATUR-al-CARNES presta todo o apoio que os produtores necessitem, inclusive em termos de transporte dos animais para o leilão, pois como realça a coordenadora «estamos totalmente disponíveis para ajudar os produtores no que for preciso».