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Sem que oito anos depois da mudança-relâmpago e “temporária” para o Bonfim se tenham sequer iniciado as obras no Palácio da Justiça de Portalegre, na Av. da Liberdade, já foram gastos 607.600€ em rendas a um ritmo de 6200€ por mês.

Por quanto tempo mais tal vai acontecer é uma incógnita, e assim vai a administração do Estado neste rico País em que a Justiça é um exemplo de absurda gestão dos dinheiros públicos.

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 “Pior do que decidir mal é não decidir”, diz um velho e acertado ditado popular.

A propósito do dinheiro mal-baratado – rios de dinheiro, diga-se – na Justiça em Portugal, um texto de Manuel Soares, presidente da Direcção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, é elucidativo e paradigmático.

Manuel Soares relata situações escabrosas de desbarato de milhões e milhões de euros, e identifica o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça como responsável pela péssima e danosa gestão. Mas o artigo começa precisamente pelo caso mais que anedótico, absurdo mesmo, do Tribunal de Portalegre, em que para uma obra urgente se contratou uma empresa para efectuar uma mudança-relâmpago para o edifício da antiga Junta Autónoma de Estradas, no Bonfim… há oito anos!!!, e as obras ainda não começaram…

Entretanto o Ministério da Justiça já abrasou, segundo as contas de Manuel Soares, 607.600€ ao ritmo de 6.200€ por mês, que é o valor da renda que paga e que vai continuar a pagar até que haja as obras que não existem e que depois disso o Tribunal volte para o Palácio da Justiça… o que não se vislumbra que possa acontecer nos próximos anos.

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