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A crise dos combustíveis deverá reflectir um aumento dos preços no sector dos serviços em Portugal, na ordem dos 10-15%, revela uma análise da Fixando ao comportamento de mais de 50 mil prestadores de serviços inscritos na aplicação que liga clientes a especialistas em todos os serviços.

Por outro lado, este ajustamento em alta, reflecte também um aumento dos preços que já se vinha a verificar em todo o mercado nacional – na ordem dos 5% – devido à retoma económica e do crescimento da procura no pós-confinamento.

«A escalada do preço dos combustíveis tem preocupado várias actividades económicas e o sector dos serviços irá reagir com aumentos de preços por forma a compensar o aumento da despesa em energia e deslocações», explica Alice Nunes, directora de novos negócios da Fixando.

Contundo, segundo a mesma fonte, mantendo-se a escassez de matérias-primas na construção e na assistência técnica, assim como o constante aumento no preço dos combustíveis, é expectável uma subida dos valores praticados na ordem dos 15%.

Segundo a análise da Fixando, áreas como remodelações, assistência técnica e eventos serão as mais prejudicadas, porque envolvem directamente deslocações. É em serviços como o catering, as reparações, as remodelações, ou trabalhos de electricistas e de canalizadores, que os clientes irão notar mais rapidamente o efeito desta conjuntura.

No caso dos canalizadores, por exemplo, que, em média, cobram 50€ por deslocação em Lisboa e no Porto, podemos assistir a um aumento de cerca de 5€, que representa uma subida bastante considerável.

«Uma subida de preços vai traduzir-se numa inevitável diminuição da contratação de serviços, ainda para mais considerando que as famílias também estão a ser fustigadas pelo aumento do preço dos combustíveis. Mas a alternativa será uma redução das margens de lucro num sector com muitos prestadores de serviços que ainda não recuperaram por completo do impacto da pandemia», sublinha a mesma responsável.

A Fixando alerta que esta crise só vem confirmar que ainda «é prematuro falar de recuperação» em sectores como o dos eventos onde, apesar do volume de negócios do mês de Setembro ter permitido ultrapassar, a 3 meses do final do ano, a facturação total de 2020, uma desaceleração na procura ou uma quebra nas margens de lucro «terão consequências brutais» num sector que tem estado parado ou a funcionar a meio-gás desde marco do ano passado.