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As fontes de Alpalhão acordaram adornadas de flores neste dia 3 de Maio, o Dia da Santa Cruz que, manda a tradição, em Alpalhão se designe pela “Chegada da D. Rosa”.

Este Dia da Santa Cruz, 3 de Maio, marcava um tempo na ruralidade. Era a partir deste dia que passava a haver um período de descanso para os trabalhadores rurais que trabalhavam de sol a sol.

Passava este período de descanso a seguir ao almoço a ser usado para dormir a sesta ou para conviver antes do retomar da faina.

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No caso de Alpalhão poucos trabalhavam neste dia e ia-se a pé à estação (de Vale do Peso), onde se bebiam uns copos na taberna ali existia e se regressava a pé à vila já com a “D. Rosa”, afinal uma figura mítica inexistente, mas possivelmente inspirada no filme “Canção de Lisboa”, da época de ouro do cinema português.

No cruzeiro junto ao Mercado de Fronteira também se celebra a Santa Cruz, adornando-o de flores, tal como acontece em Aldeia da Mata (Crato) e noutros locais.

Tradicionalmente as moradias no campo eram também adornadas com uma cruz feita com flores silvestres que serviam de protecção às habitações e às pessoas.

A data regista a descoberta da Cruz de Cristo, a Vera Cruz, em 326, por Santa Helena e ainda a recuperação da mesma Cruz em 628 por Heráclio, que a reconquistou aos persas e a levou às costas para Jerusalém, tendo-a entregue ao patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630. A data recebeu a designação de Dia da Invenção da Santa Cruz, sendo celebrada na Gália a 3 de Maio.
Em Portugal e noutros países do mundo existe a tradição de se realizar festas e romarias por volta deste dia, assim como de ornar fontes e cruzeiros com diversas flores, verdura, giestas, rosmaninho, entre outros, para proteger as pessoas dos males que andam à solta de noite.