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Marcelo Rebelo de Sousa, vai apoiar, publicamente, a Candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia (FAR) a Património da Humanidade. A garantia foi deixada pelo Presidente da República numa reunião realizada no fim-de-semana com o presidente do Município, Luís Vitorino, a directora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e Nuno Lecoq, representante do grupo de trabalho de Marvão.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a candidatura que se foca no sistema defensivo das Fortalezas Abaluartadas da Raia, na cultura raiana e numa das fronteiras mais antigas do mundo, «tem grande potencial, do ponto de vista da valorização do território transfronteiriço, e a sua inclusão na lista da UNESCO permitiria a salvaguarda de um património único».
Neste momento, os municípios de Marvão, Valença e Almeida, e respectivos grupos de trabalho, estão a finalizar a versão requerida pela Comissão Nacional da UNESCO (CNU). A proposta final, complementada de acordo com as orientações técnicas da Convenção do Património Mundial, inclui a resposta a alguns reparos ou correcções solicitadas no relatório de avaliação do Grupo de Trabalho do Património Mundial, sobre a proposta de inscrição na lista da UNESCO.

Na reunião ficou igualmente confirmada, para o próximo mês de Setembro, no Palácio de Belém, a receção de Marcelo Rebelo de Sousa aos presidentes dos municípios de Marvão, Almeida e Valença, com vista à apresentação do dossier de candidatura que vai ser entregue ao Ministro dos Negócios Estrangeiros e à Comissão Nacional da UNESCO.

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A candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia a Património Mundial «fomenta uma cooperação transfronteiriça inovadora e inclusiva, assente na preservação, na difusão e na transmissão de um património comum a diferentes comunidades, aprofundando o diálogo intercultural entre povos e criando um sentimento de identidade, de pertença e de responsabilidade; promove a coesão territorial assente na proteção e na valorização do património cultural como suporte de base económica da região transfronteiriça, nomeadamente, através da criação de redes turísticas de escalas regional, nacional e internacional, a partir do bem patrimonial em causa; e representa, não só a valorização de um património edificado de valor excecional, mas uma cultura de preservação e de respeito pelo Homem, no sentido lato. Do seu passado, da sua história e do seu futuro, correspondendo inteiramente aos desígnios da Convenção do Património Mundial».