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Há uma semana a população – idosos e funcionários – da ERPI do Centro Social Belverense tomou a segunda dose da vacina do Covid-19, mas entretanto surgiu um aparente surto ainda não deslindado na instituição e que se revela uma caso de estudo.

Segundo o nosso jornal sabe, uma senhora de 96 anos teve alguma febre no fim-de-semana, e por despiste acabou por lhe ser feito um teste rápido que acusou positivo à Covid-19.

De imediato foi testada a companheira de quarto desta senhora, cujo resultado foi negativo.

Entretanto surgem mais dois idosos com alguma febre e consequentemente foram testados todos os restantes, acusando 23 positivos.

Naturalmente que a instituição entrou de imediato em contacto com os serviços de Saúde e da Segurança Social que estão a acompanhar a situação, tal como o Município está a apoiar a instituição.

A primeira senhora e outra idosa foram para o Hospital de Abrantes, onde se encontram, e o lar voltou a “dividir-se” em dois, com uma ala de positivos e outra de negativos, o que em termos logísticos é muito mais complexo e muito mais trabalhoso em termos de funcionamento, para além do acréscimo de custos em equipamentos de protecção e outros.

Facto é que supostamente a imunização ao vírus só se torna eficaz 14 dias após a segunda toma da vacina, pelo que podem aqui ser admitidos vários cenários, como o de uma reacção à segunda dose da vacina que “engane” os testes.

Também as funcionárias foram submetidas a teste PCR, logo com resultado fiável, e das 25 pessoas apenas uma deu resultado positivo, uma senhora que é escrupulosamente cumpridora das regras preventivas, assinala uma fonte da instituição que falou com o nosso jornal.

Por insistência da Direcção, vão agora ser testados todos os idosos com PCR, de forma a debelar quaisquer dúvidas perante a fiabilidade dos testes rápidas, pois o nosso jornal sabe que alguns idosos que acusaram positivo no primeiro teste, quando submetidos a um segundo teste rápido de marca diferente apresentaram resultado negativo.

Por enquanto mantêm-se em isolamento 23 idosos, quase todos assintomáticos, e só após o resultado dos testes PCR poderá ser clarificada toda a situação, pelo que é prematuro avançar com explicações, reservando-se a Direcção a prestar declarações até ter os resultados definitivos, sendo certo que a instituição está a lidar tecnicamente com o caso como se de um surto se trate.