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A GNR suspendeu de forma temporária o funcionamento dos postos de atendimento de Casa Branca, Galveias e Cabeço de Vide devido às «circunstâncias particulares e excepcionais» que o País atravessa devido à COVID-19.

Depois de ter sido questionado sobre o assunto pela a agência Lusa, o Comando-Geral da GNR adianta que «considerou operacionalmente vantajoso adoptar esta medida temporária, a qual permite alocar um maior número de militares para o serviço operacional, nomeadamente para o controlo da fronteira terrestre».

Na mesma nota, a GNR refere que esta medida permitiu a transferência temporária de “cinco militares” para os postos sede de agrupamento, mas reitera que a será reposta a situação de normalidade «logo que possível»

PCP pede reversão da medida

Tendo conhecimento desta decisão da GNR, a Direcção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP emitiu um comunicado em que reclama ao Governo «a reversão deste tipo de medidas tendo em consideração a necessidade de garantir os serviços de proximidade às populações do interior, concretamente o serviço de segurança, e evitar novas necessidades de deslocação neste tempo de pandemia a pessoas com fracos recursos».

Para o PCP esta situação é «um sinal preocupante do abandono do interior e dos seus problemas resultado das políticas de direita por parte do Governo e de reafirmação da sua política de concentração que promovem o despovoamento destes territórios que já possuem muito baixa densidade populacional. Sendo poucos ou muitos os habitantes destes territórios têm direito e merecem ser respeitados».