O Eléctrico de Futebol Clube de Ponte de Sor manifestou ontem a sua posição de contestação relativamente à decisão da Associação de Futebol de Portalegre (AFP) de indicar o “O Elvas” para subir de divisão para o Campeonato de Portugal, clube que se encontrava em segundo lugar na classificação no momento em que o campeonato distrital de seniores foi interrompido, sendo a competição liderada pelo clube de Ponte de Sor.

Após reunir este sábado «com o intuito de avaliar e debater a decisão proferida pela Associação de Futebol de Portalegre, no que concerne à classificação final do campeonato distrital de futebol», a Direcção do Eléctrico revelou que irá «recorrer aos mecanismos legais ao seu dispor, de forma a que seja dado cumprimento ao ponto 7 das Medidas Excecionais que consta no Regulamento da Liga, vigente na corrente época», que segundo o qual «caso a prova não possa ser concluída durante a época desportiva 2020/2021, a mesma será homologada com a classificação existente na altura da interrupção», o que no entendimento do clube de Ponte de Sor «prevalece sobre o Decreto-Lei nº 18-A/2020 de 23 de Abril, no qual a Associação de Futebol de Portalegre se baseou para tomar a decisão».

Alegando que a tomada desta posição «somente visa defender o bom nome do nosso Clube, da nossa terra e repor a justiça e verdade desportiva», o Eléctrico irá «submeter a decisão da AFP à apreciação do Conselho Jurisdicional da mesma, solicitando a emissão de um parecer sobre a matéria, seguindo assim os passos que a lei desportiva nos indica e ficando a aguardar uma resposta desta entidade o mais breve possível, para definir quais os passos a dar futuramente».

AFP diz ter provas de «ofensas pessoais e ameaças à integridade física dos nossos órgãos sociais»

No seguimento da reacção do Eléctrico à decisão da AFP, a Associação emitiu um comunicado afirmando que «nas últimas 48 horas, e na sequência de uma decisão relativa à retoma da actividade desportiva, a Direcção da Associação de Futebol de Portalegre tem sido alvo de contínuos e atrozes ataques nas redes sociais», assumindo que «apesar de procurarmos sempre consensos, sabemos que os mesmos nem sempre são possíveis», e embora refira que «toleramos as críticas, até porque elas fazem parte da vida de quem tem de tomar decisões», refere o organismo que «neste momento já foram ultrapassados todos os limites, com incentivos ao ódio e à violência, e com ofensas pessoais e ameaças à integridade física dos nossos órgãos sociais. Todas as provas já recolhidas e recebidas serão enviadas aos órgãos/serviços jurídicos da instituição», anuncia.

No mesmo comunicado, a AFP refere ainda que «tal como nós, os mais diversos agentes desportivos conhecem bem este “modus operandi”, que não é novo e que faz parte da agenda de quem tem procurado sistematicamente condicionar o nosso trabalho», defendendo que «temos consciência da nossa missão e continuaremos a trabalhar em prol das nossas modalidades», e que «não admitimos acusações levianas de benefício de clubes em detrimento de outros e muito menos de que a Direcção agiu de forma ilegal ou de má fé».

A AFP conclui afirmando que «nós continuaremos, tal como já tivemos de o fazer no passado, a provar que para nós todos contam, e que para nós são todos iguais».