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No sábado foi mobilizada a GNR para acorrer a por fim a desacatos que aconteciam na esplanada de um café, junto da Escola Secundária, e que envolviam entre duas a três dezenas de pessoas que “ocuparam” a esplanada, que foi destruída e o jovem funcionário agredidos, de tal modo que teve de ser transportado ao Hospital de Portalegre, segundo as informações obtidas.

Ao chegarem, os dois militares da GNR terão sido vítimas de uma tentativa de atropelamento por um carro a alta velocidade, o qual depois perseguiram e que se refugiou num acampamento. Nesse local os militares foram agredidos por elementos do mesmo grupo que se envolveu em desacatos e destruiu a esplanada, e cuja identificação é proibida por lei nos órgãos de comunicação.

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Em resultado de mais este acontecimento que deixou revoltada a população, que se encontra refém deste tipo de grupos geradores de insegurança e desrespeitadores de toda a ordem estabelecida, à semelhança do que vai acontecendo noutras terras do Alto Alentejo, mas também um pouco por todo o País, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou «inaceitável e inqualificável» a agressão dos dois militares e pediu aos órgãos de soberania para decidirem que forças de segurança querem para Portugal.

«Este tipo de agressão, mais uma, é inaceitável e inqualificável e resultado da impunidade crescente, da falta de respeito pelas forças de segurança», disse o coordenador da Região sul da APG/GNR, António Barreira.

Segundo António Barreira, «cada vez que um elemento policial é agredido é Portugal que é agredido, é o Estado de Direito que é agredido», por isso «questiono o Presidente da República, o primeiro-ministro e todos os deputados da Assembleia da República, para que digam ao País, de uma vez por todas, que tipo de forças de segurança querem no desempenho das suas funções para Portugal», exortou.

Os órgãos de soberania devem dizer «se querem este tipo de situações em que a impunidade reina ou se querem corrigir a tempo», pois o que fica deste acontecimento triste, é um empregado da restauração agredido barbaramente no seu local de trabalho, um pedido de socorro para o 112 e uma população a ver os elementos da GNR a serem agredidos, quando iam em auxílio dos cidadãos», declara António Barreira, que não duvida que «estamos perante um alarme social em que não pode haver ausência do Estado».

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