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Francisco António Guerra Quina, o popular Chico António, foi esta manhã absolvido no Tribunal de Fronteira de todos os crimes de que estava acusado, ou seja, nem sequer será pronunciado pelo que nem haverá julgamento.

A Justiça foi feita, mas desde a primeira hora o povo tinha razão, como quase sempre tem.

Todavia o Chico António esteve preso, o que foi uma gravíssima e gratuita violência inhumana para qualquer pessoa, quanto mais para um cidadão um cidadão com os seus problemas cognitivos.

Felizmente houve quem se revoltasse e quem assumisse a defesa do Chico, o que se não acontecesse resultaria em mais uma grave injustiça silenciada.

O que se passou de uma gravidade extrema que envergonha e descredibiliza as instituições, desde quem acusou a quem investigou sem investigar nada, a quem mandou deter com base em factos inexistentes e em meras invenções.

Finalmente a Justiça foi reposta, graças aos amigos – ao Povo – e a quem assumiu os encargos e deu a cara, como o advogado Mário de Campos e a família Roma, bem como muitos outros amigos que, como o jornal assumiu desde a primeira hora, se confrontaram e combateram a flagrante injustiça contra um deficiente incapaz de se defender por si próprio.

Agora importa saber quem acusou e por que o fez, quem investigou e o que é que investigou, e por aí adiante.

Sem revanchismos ou vinganças, sem acusações vãs ou vis, mas com a mesma frontalidade com que desde o primeiro momento em que declarámos estar perante uma cabala. Porque haverá muitos que talvez merecessem estar presos, mas nenhum deles será o Chico António, porque ele é o mais inocente dos inocentes, como finalmente a Justiça reconheceu, sem que tal deixe de ser uma vergonha para todo o processo.

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