INVESTIMENTO GLOBAL ASCENDE AO MILHÃO E 300 MIL EUROS APOIADO EM MAIS DE 600 MIL EUROS DE FUNDOS EUROPEUS DO PROGRAMA OPERACIONAL DO ALENTEJO 2020

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo – CIMAA realizou esta quarta-feira a cerimónia de assinatura dos Termos de Aceitação do Programa de Apoio a Produção Nacional, com a presença das 11 micro e pequenas empresas do Alto Alentejo abrangidas por este programa.

A cerimónia teve lugar no Instituto Politécnico de Portalegre com as intervenções do presidente da CIMAA, Hugo Hilário, do presidente da CCDRA, Ceia da Silva, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

As candidaturas apresentadas por estas 11 micro e pequenas empresas representam um montante de investimento que ascende ao milhão e 300 mil euros, apoiado em mais de 600 mil euros de fundos europeus do Programa Operacional do Alentejo 2020, para investirem na expansão das suas instalações, aquisição de novos equipamentos, diversificação da produção, redução de custos com energia e modernização de processos e serviços prestados, em contrapartida, comprometem-se a manter os 41 postos de trabalho, e havendo a possibilidade de serem criados mais nove.

O processo de aprovação das candidaturas foi conduzido pela Estrutura de Apoio Técnico (EAT) da CIMAA, e as empresas abrangidas operam nos sectores identificados como os mais estruturantes para o território do Alentejo, concretamente na indústria, restauração e turismo e localizam-se nos concelho de Portalegre (3), Elvas (3), Crato (1), Marvão (1), Monforte (1), Ponte de Sor (1) e Sousel (1).

O Programa de Apoio à Produção Nacional é um apoio directo ao investimento empresarial produtivo, que pretende estimular a produção nacional e destina-se às micro e pequenas empresas de qualquer natureza e sob qualquer forma jurídica.

Na sua intervenção, o presidente da CIMAA constatou que «com a chegada da pandemia, o investimento feito ao nível local para a manutenção e criação de postos de trabalho assumiu ainda mais importância, e afirmou a sua convicção de que estes investimentos «serão apenas os primeiros de outros que irão seguir estes exemplos».

Hugo Hilário realçou ainda a importância do apoio às micro e pequenas empresas pela resposta em termos do emprego local, do desenvolvimento de áreas de actividade que são a base das economias locais e contributo fundamental para a fixação das populações», e disse ser essencial que se enquadre «as nossas iniciativas com os instrumentos que temos ao nosso dispor para fomentar a dinamização do nosso tecido económico e alavancar o nosso desenvolvimento», afirmou.

António Ceia da Silva sublinhou a importância de «termos um Alentejo coeso, dinâmico e de este ser um território que é rico na sua diversidade» para enaltecer a criação do Ministério da Coesão Territorial que, na opinião do presidente da CCD Alentejo, tem conseguido «defender os interesses dos territórios do interior e o seu desenvolvimento».
Assumindo que a adesão ao PAPN «excedeu largamente as nossas expectativas no território do Alentejo», Ceia da Silva destacou a diversidade de projectos que foram aprovados no Alto Alentejo como sendo «representativo da economia distintiva que o território tem», sendo esta uma mais valia para o desenvolvimento de vários sectores.

A ministra da Coesão Territorial constatou que a pandemia permitiu perceber «que um território não pode estar dependente de um sector expecífico, e como é importante sermos autossuficientes», motivo pelo qual considera que o PAPN surgiu numa fase muito importante para todos os seus beneficiários, sendo especialmente de destacar que é um apoio focado nas micro e pequenas empresas.
Ana Abrunhosa congratulou-se por ver a região Alentejo numa fase já tão avançada deste programa, sublinhou a possibilidade que estes apoios proporcionaram às empresas de investir na sua sustentabilidade, algumas mesmo na diversidade ou inovação da produção, bem como na manutenção, e até criação, de postos de trabalho.

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