Artigo de Opinião de Hugo Ribeiro, diretor-geral da HBR

A pandemia e a “nova normalidade” atiraram as luzes dos holofotes turísticos para as regiões do Interior, dotadas de qualidades e oportunidades impressionantes, até então pouco exploradas. No ano de 2020, muitos foram os que trocaram a maresia para mergulhar na imensidão das planícies do Alto Alentejo, que abriu portas a milhares de visitantes, como nunca antes visto.

As circunstâncias atuais, que obrigaram os portugueses a tirar férias no seu país e a dar prioridade a destinos menos populosos, serviram para fixar a tendência, mas agora, é preciso mantê-la viva. Em 2021, e nos próximos anos, o Alto Alentejo deve ser capaz de continuar a promover a competitividade turística das suas vilas e cidades, de apostar num turismo ligado ao património cultural e natural, de desenvolver o olivoturismo e de estimular a criação de ofertas integradas em pacotes atrativos. Criar estratégias seguras de comunicação de dentro para fora e aplicar soluções de Marketing Territorial.

O futuro está à porta e tomar a dianteira do Turismo é mais importante que nunca para garantir o desenvolvimento e a regeneração das regiões, o aumento de postos de trabalho, a solvência de centenas de famílias e ao mesmo tempo evitar o despovoamento dos territórios.

Bem sabemos que o Turismo vai ser um aliado fundamental da economia nos meses que se seguem. A reabertura de fronteiras será o ponto de viragem que o Mundo espera para começar a dar a volta à crise em que mergulhámos.

Por tudo isto, é importante posicionar o Alto Alentejo como um dos maiores polos de atração turística, gerar fatores competitivos, envolver os players e criar imagens de marca fortes que utilizem as ferramentas da era digital, nomeadamente as redes sociais, para aproximar destinos e visitantes. Chegou o momento de transformar os nossos pequenos povoados em grandes destinos.