PUB

Artigo de Opinião de Sérgio Campos

A poucos meses de mais um sufrágio no concelho de Portalegre, as expetativas aumentam em relação aos candidatos à capital de distrito do Alto Alentejo. Há cerca de quatro anos anunciei neste mesmo espaço os nomes dos possíveis candidatos, agora, num novo tempo, apesar de todos os constrangimentos pandémicos, as máquinas partidárias estão a definir as suas estratégias, encetando uma variedade de convites a alguns possíveis candidatos para os respetivos órgãos: Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.

Fontes próximas de alguns dirigentes políticos do CHEGA confirmaram a pressão que está a ser exercida para que André Ventura seja o candidato à Câmara Municipal de Portalegre, contudo, o candidato tem resistido ao “assédio” fazendo lembrar que o seu próximo desafio são as eleições legislativas. Apesar disso, as eleições autárquicas são consideradas essenciais para o partido, enquanto barómetro que o pode afirmar, ou em sentido inverso ─ a sua negação, asseverando que o partido é uma voz de protesto em torno de um fugaz líder político, assente no populismo mediático, veremos…

Em relação aos outros partidos ou movimentos, as autárquicas são primordiais para o seu futuro, daí a aposta nos seus melhores quadros políticos: Adelaide Teixeira, Fermelinda Carvalho, Luís Testa e Luís Pargana.

PUB

A CLIP apresentará de novo Adelaide Teixeira como candidata à Câmara, mas com uma nova estratégia, assente, sobretudo, no investimento em obras públicas, deixando para trás os tempos difíceis marcados pelo fantasma da dívida. Irá pedir um novo voto de confiança aos portalegrenses na tentativa de encerrar um ciclo, invertendo a tendência de definhamento de uma capital de distrito, situação verificada há mais de vinte anos. Um dos grandes problemas desta candidatura resulta da alteraçãoda lei eleitoral, pelo que alguns movimentos terão de adaptar-se à nona alteração da Lei Orgânica n.º 1-A/2020.

Na prática, o movimento que concorre à Câmara e à AssembleiaMunicipal não pode ser o mesmo que concorre às freguesias, sendo criado um novo grupo de cidadãos para cada freguesia. Acrescem, ainda, a recolha de assinaturas (proponentes) e os problemas financeiros, sendo as subvenções distribuídas de acordo como número de eleitores na AssembleiaMunicipal.

Provavelmente alguns movimentos terão de se converter em partidos políticos, caso contrário, a sua sobrevivência estará em causa com as premissas atuais.

Em relação ao partido social-democrata, Fermelinda Carvalho é a candidata à Câmara Municipal de Portalegre. Depois de uma exemplar governação no município de Arronches, o partido escolheu um dos melhores quadros políticos que tem nas suas fileiras para tentar reconquistar a Câmara.

Fermelinda Carvalho, a Pacificadora, deve ser apoiada pelos centristas (CDS/PP), os quais seguem as diretrizes nacionais num claro esforço de sobrevivência; assim, são retomadas as coligações do passado na tentativa de eleger candidatos para as Assembleias de Freguesia e assegurar representatividade na AssembleiaMunicipal, como outrora aconteceu.

Residente na freguesia de Urra, goza de uma enorme notoriedade, sobretudo, nas freguesias contíguas ao concelho de Arronches (Urra, Alegrete e Reguengo e S. Julião) e promete unidade no partido, ombreando com os outros candidatos à Câmara Municipal de Portalegre: Adelaide Teixeira, Luís Testa e Luís Pargana.

Luís Testa, o Desejado, vai ser com toda a certeza o candidato socialista à Câmara Municipal de Portalegre. Desde cedo, o jovem portalegrense foi a primeira escolha dos socialistas e do primeiro-ministro, António Costa.

Agora ou nunca, pensam os socialistas.

Sendo um dos quadros políticos de excelência a nível local e nacional, o Desejado goza da proximidade com o poder central, sendo este um dos aliciantes na campanha eleitoral do jovem portalegrense que com toda a sagacidade política promete inverter o rumo e devolver a esperança à capital. A história favorece-o num concelho marcadamente socialista, veremos se seguirá as pisadas do saudoso Fernando Soares, eternamente recordado pelos portalegrenses e pelos socialistas.

A fechar este quarteto reside a minha maior dúvida: o candidato da CDU. Se todos os outros candidatos são uma certeza, aqui levanto algumas incertezas. Porventura, Luís Pargana, o Eloquente, é um dos possíveis candidatos à presidência da Câmara. Detentor de um enorme conhecimento e experiência em funções políticas e executivas no concelho de Portalegre, promete ser uma alternativa ao atual executivo; pese embora a sua candidatura ainda não tenha sido decidida. Outro dos nomes a considerar é Hugo Capote, o mediático médico portalegrense que pode voltar a ser candidato em Portalegre.

Nestas eleições, também a CDU acompanha as pisadas de todos os partidos/ movimentos e exibe o melhor dos seus quadros políticos com provas dadas no concelho de Portalegre.

A importância deste sufrágio foi assimilada por todos os partidos/ movimentos no concelho de Portalegre, há muito que não via uma “montra” digna de uma capital de distrito, assim, afirmo: regozijo-me e continuo a acreditar que Portalegre tem futuro!

Nota: espero não ter ferido suscetibilidades devido à utilização de cognomes em sentido metafórico.

Artigo publicado na edição 709 do Jornal Alto Alentejo de 17 de Fevereiro de 2021