O bloco operatório do Hospital de Santa Luzia, em Elvas, vai encerrar provisoriamente a partir do próximo dia 2 de Março, para obras de requalificação total das actuais instalações. A informação foi avançada esta quarta-feira, dia 18, em comunicado, pela Câmara de Elvas, após reunião do Executivo Municipal com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo.
Segundo a autarquia, a intervenção tem uma duração estimada de 120 dias e visa «a modernização e melhoria das condições de qualidade e segurança dos utentes e profissionais», estando integrada num projecto financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
No comunicado enviado às redacções, a Câmara explica que solicitou «esclarecimentos detalhados» e que foram analisadas, em conjunto com a administração hospitalar, «várias alternativas que permitissem manter a resposta cirúrgica no Hospital de Elvas, sem comprometer a execução da obra financiada pelo PRR». Contudo, as soluções avaliadas «revelaram-se, neste enquadramento, tecnicamente e temporalmente inviáveis».
A autarquia sublinha ainda que «a decisão relativa ao funcionamento do bloco operatório compete ao Conselho de Administração da ULSAALE, entidade responsável pela gestão hospitalar, não dispondo a autarquia de delegação de competências nesta matéria».
Durante o período das obras, as cirurgias programadas serão realizadas no Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, asseguradas pela equipa de cirurgiões, enfermeiros e técnicos auxiliares de saúde do hospital elvense.
Já os casos urgentes e emergentes deverão ser encaminhados para o Hospital de Badajoz, ao abrigo de um protocolo que está a ser trabalhado desde Junho de 2024 com entidades espanholas, segundo a informação transmitida pelo Conselho de Administração.
A Câmara Municipal de Elvas «regista esta solução como medida transitória», sublinhando a importância de serem garantidas «respostas céleres, seguras e eficazes à população». A autarquia manifesta ainda «total disponibilidade para colaborar na procura de soluções complementares e para co-financiar eventuais medidas adicionais que reforcem a resposta assistencial durante este período».
No final do comunicado, a Câmara refere que continuará a acompanhar o processo, em articulação com as entidades competentes, «com o objectivo comum de garantir cuidados de saúde de proximidade, qualidade e segurança para todos os cidadãos».

