Portalegre vai manter em 2027 a política fiscal aplicada este ano, com o IMI em 0,30%, a participação variável no IRS em 3,25%, a TMDP em 0,25% e a derrama a 0%. O tema voltou a gerar debate na Assembleia Municipal sobre a perda de receita e a eficácia destas medidas.
A presidente da Câmara, Fermelinda Carvalho, defendeu a continuidade da estratégia, considerando-a um compromisso assumido com a população e «um incentivo» às famílias. Sobre o IMI, afirmou que a taxa mínima «é palavra de honra» e garantiu que será para manter enquanto estiver à frente do Município.
Já Hugo Capote, da CDU, questionou a eficácia da redução fiscal e defendeu que o Município deve avaliar se a perda de receita está a produzir resultados, nomeadamente na fixação de população. Pelo PS, João Pedro Meira sugeriu um estudo sobre os efeitos da fiscalidade nos últimos dez anos, enquanto João Leal da Costa, do CLIP, considerou importante medir a «eficiência» destas medidas. Já pela bancada do PSD/CDS, Paulo Andrade considerou que esta «opção estratégica» do executivo «está a produzir os efeitos necessários» junto das populações.
Na votação, a CDU votou contra o IMI e o IRS e o PS absteve-se. Chega, PSD/CDS e CLIP votaram a favor. Na derrama, PS e CDU votaram contra, enquanto a TMDP foi aprovada por unanimidade