Portalegre: PCP questiona Governo sobre construção do novo Centro de Formação da GNR

O PCP questionou o Governo sobre o avanço do processo de construção do novo Centro de Formação da GNR em Portalegre, nomeadamente sobre a fase em que se encontra o projecto e a previsão para o início das obras.

Num requerimento apresentado na Assembleia da República, a deputada Paula Santos recorda os problemas existentes no actual Centro de Formação, que funciona desde 1985 no antigo Convento de São Bernardo. O documento refere ainda a suspensão temporária das aulas presenciais devido a uma praga de percevejos e o internamento de 16 militares, considerando que «os graves problemas operacionais e de salubridade no actual Centro de Formação da GNR» reforçam a urgência na construção das novas instalações.

O novo Centro de Formação está previsto para um terreno de 11 hectares cedido pelo Município de Portalegre, na zona industrial da cidade. Segundo o requerimento, em Novembro de 2025, o Governo anunciou como meta o arranque da construção em 2026.

O PCP recorda também que, em Maio deste ano, a Câmara Municipal de Portalegre previa poder aprovar o estudo prévio do novo centro no espaço de um mês. De acordo com o documento, o estudo está a ser desenvolvido por uma empresa externa contratada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e visa introduzir «pequenas correcções ao projecto».

Já em Junho, o então ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que a construção só avançaria para a fase de projecto depois de esclarecida, junto do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a questão do abate de sobreiros.

Perante este cenário, o PCP considera «evidente o carácter de urgência» no arranque da construção do novo Centro de Formação da GNR, defendendo que o novo equipamento permita assegurar «condições condignas para estes militares e formandos».

No requerimento, a deputada pergunta ao Governo se o projecto se encontra actualmente em fase de licenciamento e planeamento e se se mantém a previsão de início das obras em 2026. O PCP quer ainda conhecer a calendarização da fase de execução e a data prevista para o início da obra.

O documento questiona, por fim, que medidas estão a ser tomadas para melhorar as condições sanitárias e operacionais do actual edifício enquanto a construção do novo centro não avança.