O PCP questionou o Governo sobre a reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre, colocando em causa a redução do período de consultas assegurado pelo oncologista que já exercia funções no serviço.
Num requerimento apresentado pela deputada Paula Santos, o PCP afirma que o período de consultas deste médico foi reduzido para cerca de metade da actividade que desenvolvia até Agosto, questionando a compatibilidade desta alteração com a contratação de um novo oncologista, anunciada pelo Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo como forma de reforçar a resposta assistencial.
O partido questiona também as razões para alterar o funcionamento de uma unidade que, segundo o requerimento, «não registava tempos de espera para primeira consulta nem para o início de terapêutica oncológica» e cujos «resultados clínicos encontravam-se ao nível dos melhores do País». O PCP considera que a administração deve explicar «quais os problemas que pretende resolver e quais os ganhos concretos que espera alcançar».
O PCP aponta ainda constrangimentos noutras áreas da ULS Alto Alentejo, nomeadamente na Ortopedia e na Maternidade, questionando a decisão de reorganizar a Unidade de Oncologia enquanto persistem dificuldades nesses serviços. O partido refere que a Ortopedia continua sem assegurar regularmente as escalas de urgência e que os constrangimentos na Maternidade obrigam ao encaminhamento de grávidas para outras unidades hospitalares.
Entre os esclarecimentos pedidos ao Governo estão dados sobre a actividade da Unidade de Oncologia antes e depois da reorganização, incluindo primeiras e subsequentes consultas e tempos de espera, bem como a fundamentação clínica e técnica da decisão.
Paula Santos questiona ainda o Ministério da Saúde sobre a contratação de especialistas de Ginecologia/Obstetrícia, a saída de dois médicos ortopedistas e a alegada recusa de propostas de três médicos internistas que pretendiam fixar-se no Hospital de Portalegre.