A Águas do Alto Alentejo (AAA) apresentou, entre Janeiro e Agosto deste ano, candidaturas ao Portugal 2030 no valor aproximado de 9,4 milhões de euros, destinadas à criação, renovação e modernização das redes e infra-estruturas de abastecimento de água e saneamento.
As intervenções abrangem os dez municípios que integram a empresa intermunicipal e dão continuidade a um investimento superior a 11 milhões de euros realizado desde 2022.
Em paralelo, encontra-se em execução um projecto de eficiência hídrica, iniciado no final de 2024, que representa um investimento de cerca de seis milhões de euros ao longo de oito anos.
O projecto contempla a instalação de equipamentos de medição e controlo, a criação de Zonas de Medição e Controlo, a colocação de válvulas redutoras de pressão, a substituição de contadores obsoletos e a actualização do cadastro das redes. Está igualmente previsto o reforço dos sistemas de monitorização e telegestão.
Segundo a empresa, estas medidas permitem acompanhar os caudais e as pressões, detectar mais rapidamente fugas e anomalias e reduzir o número de roturas nas redes.
«Estamos a concretizar uma estratégia de investimento continuado, orientada não apenas para a resolução dos problemas actuais, mas também para a preparação do território para os desafios das próximas décadas», afirma o director-geral da Águas do Alto Alentejo, Rui Choças.
O responsável considera que a renovação das redes, a redução das perdas de água e a modernização das infra-estruturas são fundamentais para assegurar «um serviço público mais eficiente, seguro e resiliente».
De acordo com os dados divulgados pela empresa, as medidas executadas desde 2022 permitiram reduzir em cerca de 18% a água não facturada e poupar aproximadamente 414 mil metros cúbicos de água, quantidade equivalente a cerca de 166 piscinas olímpicas.
No mesmo período, foram substituídos cerca de 32 mil contadores obsoletos e identificadas e reparadas mais de 800 roturas através da pesquisa activa de fugas.
A Águas do Alto Alentejo pretende, desta forma, reforçar a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas de abastecimento e saneamento, preparando-os para os efeitos das alterações climáticas e da crescente escassez de água.
