Empresa já assegurou o plástico necessário para a operação e encontrou comprador para toda a produção. O projeto poderá criar cerca de 50 postos de trabalho, mas ainda precisa de investimento e licenciamento.

A EDE – Recycled Energy está a preparar uma ronda de investimento de 13 milhões de euros para instalar em Arronches uma unidade industrial destinada a transformar resíduos plásticos num combustível líquido de origem reciclada. Segundo a empresa, já está assegurado o plástico necessário para trabalhar durante todo o ano e existe comprador para a totalidade da produção. Falta fechar o financiamento e concluir o licenciamento.

Fundada em 2023, a EDE conta com cerca de 15 pessoas e desenvolveu uma tecnologia patenteada que aceita vários tipos de plástico, com exceção do PET. O produto obtido precisa de ser refinado e de cumprir as especificações aplicáveis antes de poder ser utilizado em veículos ou equipamentos industriais.

Do protótipo à unidade industrial

O equipamento e o processo foram testados na BioBIP, em Portalegre. De acordo com a EDE, os ensaios apresentaram resultados positivos. O protótipo está instalado na Zona Industrial de Arronches e, embora não trabalhe em regime industrial contínuo, mantém-se funcional e permite demonstrar a tecnologia a potenciais investidores e parceiros. Depois de formalizada uma encomenda, a empresa estima que sejam necessários cerca de nove meses para fabricar e colocar em funcionamento uma unidade industrial.

Uma fábrica, não apenas uma máquina

A EDE não vende uma máquina isolada. O modelo passa por fornecer uma fábrica completa, incluindo o equipamento, o processo industrial e a respetiva integração. Os projetos de menor dimensão podem representar investimentos a partir dos cinco milhões de euros. A operação prevista para Arronches exige uma ronda de 13 milhões.

Caso avance, a unidade poderá criar cerca de 50 postos de trabalho numa primeira fase e instalar no distrito uma atividade industrial capaz de transformar resíduos com pouco aproveitamento em matéria-prima para um novo ciclo económico.

A ligação a Arronches

A escolha de Arronches começou por iniciativa do presidente da NERPOR, Tiago Braga, que, depois de conhecer a tecnologia, desafiou os promotores brasileiros a instalarem a operação em Portugal e a escolherem o interior do país. Desde então, o envolvimento da NERPOR foi além da apresentação institucional. A associação apoiou a instalação do protótipo, agilizou uma reunião com a Câmara Municipal de Arronches e promoveu contactos com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado.

A NERPOR foi também responsável por reuniões com empresas que poderão assegurar o fornecimento de plástico, participou na identificação do comprador para toda a produção e está a preparar candidaturas a fundos comunitários.

O que é “A Porta que Falta”?

Todas as semanas, a NERPOR apresenta uma empresa associada, o trabalho que desenvolve e um objetivo concreto que ainda precisa de alcançar. A associação assume o compromisso de ajudar a abrir essa porta e de dar conta dos contactos, reuniões e resultados.

A porta desta semana

Encontrar um investidor, ou um conjunto de investidores, para fechar a ronda de 13 milhões de euros necessária à instalação da unidade industrial da EDE em Arronches.

O compromisso da NERPOR

Procurar investidores, preparar candidaturas a fundos comunitários e acompanhar o licenciamento.

13 M€ ronda de investimento | 50 postos de trabalho | 9 meses prazo de fabrico ! 15 pessoas na equipa

“A matéria-prima está assegurada e existe comprador para toda a produção. A porta que falta é a do investidor que permita passar do protótipo à fábrica.”

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