A recente transformação dos antigos “Institutos” em Universidades Politécnicas e a alteração das regras de acesso ao Ensino Superior são, para Luís Loures, os dois principais factores que explicam o crescimento superior a 20% das colocações nestas instituições na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).

O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) considera que a mudança de designação teve um impacto relevante no reconhecimento das instituições junto dos candidatos. Apesar de a transição ter ocorrido apenas a 1 de Agosto, Luís Loures entende que a palavra “Universidade” contribuiu para reforçar a percepção da qualidade e da capacidade instalada das instituições politécnicas.

“Universidade” é, segundo o responsável, o termo que os estudantes associam mais directamente ao Ensino Superior, pelo que a nova designação poderá ter contribuído para uma maior equidade entre os dois subsistemas.

A par da mudança de nome, Luís Loures destaca a alteração do modelo de acesso, com o fim da obrigatoriedade de duas provas de ingresso para a esmagadora maioria dos cursos. Uma mudança que o CCISP reclamava há vários anos.

«Não fazia sentido nenhum reduzir todo o percurso académico do secundário a um conjunto de provas feitas em algumas horas», defende o presidente do Conselho, que considera que o modelo anterior teve um impacto significativo nos resultados registados no ano passado.

Para Luís Loures, a revisão das regras permitiu uma avaliação mais equilibrada do percurso dos candidatos e ajudou a criar condições para os resultados mais positivos registados este ano.

O presidente do CCISP considera, assim, que a conjugação das duas alterações — a passagem de Institutos a Universidades Politécnicas e a flexibilização das regras de acesso — contribuiu para reforçar a atractividade destas instituições.

Ainda assim, Luís Loures defende que falta completar este processo com uma maior aproximação ao nível do financiamento. Na sua opinião, a equiparação permitiria às Universidades Politécnicas reforçar a competitividade, ganhar maturidade científica e continuar a desenvolver investigação em áreas emergentes.

Os resultados da primeira fase são encarados com satisfação pelo CCISP, mas o Conselho aguarda ainda os dados das segunda e terceira fases e dos contingentes especiais para fazer uma avaliação definitiva do acesso ao Ensino Superior.

Publicidade