A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) vai criar um grupo de trabalho para acompanhar o processo relativo à possível instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter, considerando que, nesta fase, não existem condições para assumir uma posição institucional sobre o projecto.

A decisão foi tomada pelo Conselho Intermunicipal, reunido a 13 de Agosto, na Casa da Cultura de Marvão, onde foi aprovada uma «tomada de posição» sobre a eventual instalação da infra-estrutura no Alto Alentejo.

A posição aprova considera que «não existem, nesta fase, condições objectivas para que a CIMAA possa assumir ou vincular-se a uma posição institucional relativamente ao projecto», fundamentando esta decisão com a «ausência de informação técnica, territorial, ambiental, económica e social suficiente», depois de ter dirigido um pedido de esclarecimentos ao Ministério da Defesa Nacional, a 18 de Maio.

A questão será, entretanto, acompanhada através do Grupo de Trabalho Intermunicipal para Acompanhamento do Campo de Tiro da Força Aérea, criado pelo Conselho Intermunicipal tendo em conta a natureza supramunicipal da infra-estrutura e a possibilidade de os seus impactos ultrapassarem o concelho de Alter do Chão.

O grupo terá como funções acompanhar a evolução do processo, promover a articulação e partilha de informação entre os municípios potencialmente abrangidos e analisar os estudos e elementos técnicos que venham a ser disponibilizados.

Entre os aspectos a avaliar estarão os possíveis impactos territoriais, ambientais, económicos e sociais decorrentes da eventual instalação da infra-estrutura.

A CIMAA deixa, assim, a decisão em aberto até que exista informação que permita uma avaliação mais fundamentada. Em comunicado, reafirma que «qualquer futura tomada de posição deverá resultar de uma articulação com os municípios potencialmente abrangidos e assentar numa avaliação técnica, transparente e devidamente fundamentada».

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