Portalegre vai integrar o Estudo Nacional de Prevalência da Doença Renal Crónica (DRC), desenvolvido no âmbito do Projecto HÉRCULES, que pretende perceber quantas pessoas vivem com esta doença em Portugal e quais as suas principais características clínicas e sociodemográficas.

Nos próximos dias, equipas especializadas da IQVIA vão percorrer diferentes zonas de Portalegre, contactando residentes adultos porta a porta e convidando-os a participar no estudo. A selecção dos participantes é aleatória, pelo que qualquer pessoa poderá ser contactada.

Segundo a informação divulgada pela organização, a participação é voluntária e desenvolve-se em várias etapas. A primeira consiste num questionário realizado no domicílio, com perguntas sobre saúde geral, hábitos de vida, factores de risco e antecedentes médicos. Posteriormente, os participantes serão encaminhados para um laboratório, onde serão realizadas análises e avaliados parâmetros como peso, altura e perímetro da cintura.

Caso sejam identificados resultados alterados, poderá ser necessária uma nova avaliação após pelo menos três meses, de forma a confirmar os resultados.

A iniciativa pretende responder a uma lacuna existente em Portugal. Embora se estime que a doença renal crónica possa afectar até 10% da população adulta, não existem actualmente dados nacionais recentes e abrangentes que permitam conhecer com precisão a dimensão do problema.

O estudo pretende envolver cerca de 3.000 participantes, com uma amostra representativa de todo o território continental e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira. O objectivo passa por identificar não apenas pessoas já diagnosticadas, mas também casos de doença renal crónica que ainda não tenham sido detectados.

O Projecto HÉRCULES é promovido pela Boehringer Ingelheim, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Nefrologia e da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR).

A organização salienta que a participação dos residentes contactados poderá contribuir para obter um retracto mais rigoroso da doença renal crónica em Portugal e apoiar, no futuro, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

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