Um homem ficou em prisão preventiva depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, na quarta-feira, dia 22, por estar indiciado pela prática de um crime de violência doméstica, dois crimes de violação e um crime de homicídio qualificado na forma tentada, contra a ex-mulher, em Portalegre.

Em nota publicada na página da internet da Procuradoria da República da Comarca de Portalegre, o Ministério Público refere que o arguido e a vítima encontravam-se divorciados, «mas tinham voltado a viver juntos e fixado residência em Portalegre».

De acordo com o MP, «no decurso da relação, o arguido agredia física e verbalmente a vítima, sendo que, nos últimos dias, forçou-a à prática de relações sexuais, quase a estrangulou e tentou atear-lhe fogo».

O homem foi presente a primeiro interrogatório judicial no Juízo Local Criminal de Portalegre, tendo o tribunal considerado existir «perigo de continuação de actividade criminosa e de perturbação grave da ordem e tranquilidade públicas».

Face aos riscos identificados, foi determinado que o arguido ficasse sujeito à medida de coacção de prisão preventiva, além de termo de identidade e residência (TIR). Foi igualmente imposta a proibição de contactar com a vítima, «por qualquer meio, directamente ou por intermédio de terceiros».

A investigação prossegue sob a direcção do Ministério Público de Portalegre, estando a cargo do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) da GNR de Portalegre.

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