GNR rejeita as acusações de negligência na actuação do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) relativamente ao resgate de um bufo-real (Bubo bubo) ferido, encontrado no concelho de Alter, garantindo que a ave foi entregue ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na manhã de segunda-feira, dia 13.

De acordo com informações recolhidas pelo nosso jornal junto de uma fonte da GNR, as alegações divulgadas nas redes sociais de que a ave permaneceu cerca de 51 horas sem ser entregue ao ICNF e de que não lhe foram prestados os cuidados necessários «não correspondem aos factos».

Segundo a mesma fonte, o SEPNA foi alertado no sábado, dia 11, para a possível existência de um exemplar de bufo-real aparentemente ferido na localidade de Chança, no concelho de Alter. Como a ave ainda não tinha sido localizada e a patrulha se encontrava em final de serviço, foi indicado que, caso fosse encontrada, permanecesse nas instalações do Posto Territorial de Alter até ser recolhida pelos militares no dia seguinte.

Fonte da GNR explica ainda que, no dia 12, a patrulha do SEPNA esteve prioritariamente empenhada numa outra ocorrência, deslocando-se posteriormente ao Posto Territorial de Alter, onde recolheu o bufo-real cerca das 18 horas.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a ave foi transportada para as instalações do SEPNA, em Portalegre, onde permaneceu durante o período nocturno devidamente acondicionada, tendo-lhe sido disponibilizada água.

Na manhã de segunda-feira, dia 13, após a abertura das instalações do ICNF, o bufo-real foi entregue cerca das 9 horas àquela entidade, passando, a partir desse momento, a ficar sob a sua responsabilidade.

Segundo informação recolhida pelo nosso jornal, a ave permaneceu nas instalações do SEPNA, em Portalegre, até ser entregue ao ICNF na manhã de segunda-feira, tendo permanecido sob responsabilidade directa daquela força de segurança durante um período inferior a 15 horas. A mesma fonte rejeita, por isso, as acusações de que a demora na entrega ou a alegada falta de cuidados tenham sido responsáveis pela morte do bufo-real.

As críticas surgiram após uma publicação nas redes sociais, onde é alegado que o bufo-real apenas terá sido entregue num centro de recuperação ao final da tarde de segunda-feira, cerca de 51 horas após ter sido recolhido, e que essa demora terá comprometido a sua recuperação.

Perante as versões contraditórias dos factos, o nosso jornal irá agora solicitar esclarecimentos ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, procurando confirmar a hora a que a ave deu entrada naquela entidade, se foi posteriormente transportada para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, quando ocorreu esse eventual transporte e qual era o estado clínico do bufo-real no momento em que foi recebido.

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