O Governo decretou na segunda-feira, dia 6, a prorrogação da situação de alerta em vigor, desde as 00:01 de terça-feira até às 23:59 de quinta-feira em 10 distritos de Portugal Continental, informou o Ministério da Administração Interna (MAI), em comunicado.

A decisão abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro e justifica-se com «a manutenção da onda de calor» e com «previsões meteorológicas ainda de grande adversidade para os próximos dias nos distritos do interior do país», lê-se.

A hipótese de as temperaturas máximas superarem 35 graus Celsius, a humidade relativa do ar inferior a 20%, em especial no Algarve, no interior e no vale do Tejo, a possibilidade de trovoada seca e as eventuais rajadas de vento superiores a 40 quilómetros por hora incluem-se entre as explicações do Governo para prolongar uma situação que vigora desde sexta-feira.

A declaração implica, simultaneamente, a proibição de «acesso, circulação e permanência» no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como da realização de queimadas e queimas, incluindo as autorizadas, e de trabalho em espaços florestais com maquinaria (excepto para combate de incêndios) e nos restantes espaços rurais «com recurso a motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal».

De fora das restrições ficam os trabalhos associados à alimentação de animais e cultivo dos campos, desde que decorram em zonas de regadio ou sem florestas, sejam essenciais e inadiáveis, e não haja o risco de ignição; a «extracção de cortiça por métodos manuais e a extracção (cresta) de mel», sem material incandescente; e os trabalhos de construção civil inadiáveis, com mitigação do risco de incêndio.

É também permitida realização, entre o pôr do sol e as 11:00, de «trabalhos de colheita de culturas agrícolas com a utilização de máquinas, nomeadamente ceifeiras debulhadoras», e de «operações de exploração florestal de corte, rechega e transporte», «desde que sejam adoptadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural e comunicada a sua realização ao Serviço Municipal de Protecção Civil territorialmente competente».

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitira, no sábado, que era provável a situação de alerta manter-se na semana em curso, face ao calor esperado.

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Lusa/Fim

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