O Programa Regional Alentejo 2030 vai investir 22,4 milhões de euros na expansão da rede de internet de elevada capacidade na região, com especial prioridade para os territórios do interior e de baixa densidade populacional. O objectivo é melhorar a cobertura digital, reduzir desigualdades no acesso à internet e criar melhores condições para viver, trabalhar e investir no Alentejo.
O anúncio surge na sequência da assinatura dos contratos para a instalação, gestão, exploração e manutenção das Redes de Comunicações Electrónicas de Capacidade Muito Elevada, cerimónia que decorreu na sexta-feira, dia 3, e que contou com a presença dos ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, bem como dos presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
A formalização destes contratos permite agora ao Alentejo 2030 avançar com a abertura do concurso dirigido aos operadores de banda larga que irão executar os investimentos, financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Segundo a CCDR Alentejo, apesar dos avanços registados nos últimos anos, continuam a existir áreas da região onde o acesso à internet é insuficiente, limitando a competitividade das empresas, o desenvolvimento económico e o acesso das populações a serviços essenciais.
O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, considera que « o Alentejo só será verdadeiramente competitivo e atractivo se assegurar igualdade de oportunidades no acesso ao digital. Este investimento representa um passo decisivo para garantir que a internet de elevada capacidade chega a todo o território, incluindo às zonas mais isoladas, contribuindo para a coesão territorial, para a atracção de novos residentes e para a criação de melhores condições de vida e de trabalho. Estamos a investir num Alentejo mais conectado, mais inclusivo e mais preparado para o futuro».
Além de aumentar a cobertura de banda larga, o investimento pretende criar infraestruturas digitais mais modernas, resilientes e seguras, reforçar a competitividade das empresas e garantir que, até 2030, todas as famílias da região tenham acesso a redes de internet de elevada capacidade, no âmbito da meta nacional da Rede Gigabit. A medida deverá também beneficiar áreas como a saúde, a educação, a protecção civil e os serviços sociais, facilitando o acesso das populações a serviços públicos digitais e contribuindo para uma maior inclusão territorial.

