Um militar da GNR efectuou esta sexta-feira, dia 26, disparos para o ar, com a arma de serviço, nas instalações do Centro de Formação de Portalegre, sem causar «quaisquer feridos ou danos materiais», segundo fonte daquela força de segurança.
Questionada pela Lusa sobre este caso, a Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR indicou que o episódio ocorreu «durante a manhã» e que o militar da guarda se encontrava em serviço interno no centro de formação.
O ministro da Administração Interna esteve esta sexta-feira em Portalegre na cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR.
No entanto, a cerimónia decorreu no Estádio Municipal de Portalegre, que fica numa zona da cidade distinta e ainda longe do Centro de Formação da Guarda, onde o militar efectuou os disparos.
Nas informações enviadas à Lusa, a GNR explicou que o militar, no momento dos disparos, «aparentava instabilidade do foro psicológico», e após o incidente, foi de «imediato acompanhado» pelos serviços clínicos da guarda, tendo a situação sido prontamente controlada”.
Uma outra fonte policial contactada pela Lusa acrescentou que o militar que efectuou os disparos foi «encaminhado para internamento compulsivo, numa unidade hospitalar em Lisboa».
Sem especificar se Luís Neves assistiu ou não a estes factos, a GNR apenas esclareceu que a ocorrência «foi de imediato» comunicada às entidades competentes, nomeadamente à Polícia Judiciária Militar e ao Ministério Público.
A Rádio Renascença adiantou que, após a cerimónia, o ministro da Administração Interna almoçou com o Comandante-Geral da GNR no Centro de Formação de Portalegre quando o incidente ocorreu.
A Lusa contactou mais fontes da GNR, mas não foi possível obter, até ao momento, esclarecimentos adicionais.
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