A greve dos trabalhadores dos Registos e do Notariado entrou esta terça-feira, dia 9, no segundo dia de paralisação com uma adesão nacional de 83,48%, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado (STRN). No distrito de Portalegre, a greve provocou o encerramento de vários serviços de registo e fortes constrangimentos no atendimento.
Entre os serviços encerrados estiveram as Conservatórias de Alter, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel.
O STRN anunciou ainda que pondera apresentar uma participação ao Ministério Público caso o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) continue a recolher dados de adesão à greve e o Ministério da Justiça a divulgá-los durante o período da paralisação. A estrutura sindical considera que estas práticas são ilegais e contrariam o disposto no Despacho n.º 3876/2012-SEAP.
Em comunicado, o presidente do STRN, Arménio Maximino, considerou «inaceitável» a recolha de informação sobre a adesão à greve antes do termo da paralisação. O sindicato contestou igualmente os números divulgados pelo Ministério da Justiça, defendendo que a adesão real foi superior à anunciada pela tutela.
A greve, que termina no próximo sábado, foi convocada para reivindicar o reforço dos recursos humanos e a valorização das carreiras. O sindicato reclama o recrutamento urgente de 270 conservadores e 2731 oficiais de registos, alertando para um défice estrutural que deixa por preencher 38% dos lugares de conservador e 55% dos lugares de oficial de registos.

