A greve geral realizada esta quarta-feira, dia 3, e convocada pela CGTP-IN em protesto contra o Pacote Laboral, está a provocar constrangimentos em diversos serviços públicos e empresas do distrito de Portalegre, com especial impacto nos sectores da educação, saúde, transportes e serviços municipais.
De acordo com os dados divulgados durante a manhã pela União dos Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), encontram-se encerradas 14 escolas nos concelhos de Alter, Arronches, Avis, Castelo de Vide, Crato, Gavião, Monforte, Nisa e Portalegre, devido à adesão dos trabalhadores à paralisação.
Na área da saúde, o Hospital de Portalegre regista, segundo a USNA, uma adesão de 83% entre os enfermeiros, sendo que o Bloco Operatório se encontra encerrado para cirurgias programadas.
Também os serviços municipais foram afectados em vários concelhos do distrito, verificando-se o encerramento de equipamentos culturais, desportivos e bibliotecas. Entre as situações de maior impacto, a USNA destaca a paralisação do serviço de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos em Monforte, Avis e Nisa.
Nos Serviços Municipalizados de Portalegre, os trabalhadores dos transportes colectivos aderiram à greve na totalidade, registando-se uma paralisação de 100%, segundo os dados divulgados.
No setor industrial, a fábrica Hutchinson, em Campo Maior, registou uma adesão de cerca de 70% no turno da manhã.
A greve geral foi convocada pela CGTP-IN com o objectivo de contestar as alterações previstas no denominado Pacote Laboral, reivindicando a valorização dos salários, a melhoria das condições de trabalho e o reforço dos direitos dos trabalhadores.


