Os municípios que asseguram a congestão do Parque Natural da Serra de São Mamede (PNSSM) garantiram esta quinta-feira, dia 21, que o território «está preparado» para a época de incêndios, manifestando-se «confiantes em manter aquele património» intacto.
O modelo de co-gestão do PNSSM teve início em 2020, através da Associação de Municípios da Serra de São Mamede (AMSSM) – formada pelos municípios de Arronches, Castelo de Vide, Portalegre e Marvão – e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Marvão e também da AMSSM, Luís Vitorino, explicou que os trabalhos na rede primária estão concluídos, tendo sido feita uma «aposta na prevenção» nos últimos tempos.
Além de acções de sensibilização em escolas e aquisição de maquinaria, foram efectuados investimentos na área da videovigilância, estando «praticamente todo o parque natural» abrangido por esta ferramenta, segundo Luís Vitorino.
O autarca, que falava à Lusa na Quinta dos Olhos d´Água, em Marvão, onde foi assinalado o Dia Nacional do Sapador Florestal, indicou que o distrito de Portalegre conta com «cerca de 80 sapadores florestais», dos quais «entre 40 a 50» dão «resposta directa» ao PNSSM.
No âmbito do plano de actividades da AMSSM, acrescentou, está em fase de projecto a criação de um centro logístico para os sapadores florestais, em pleno parque natural.
Este projecto passa por reabilitar as instalações do perímetro florestal, o que constitui «um objectivo definido» em conjunto com o ICNF.
«Nós vamos tentar encontrar fundos comunitários para desenvolver este projecto, considerado estruturante para os municípios», disse.
Ao longo dos anos, as questões burocráticas traçadas pelo ICNF junto de proprietários e residentes no PNSSM marcaram a história daquela área protegida, situação que, segundo Luís Vitorino, está ultrapassada, existindo «um bom clima» entre as partes,
«Sente-se hoje, no território, um clima completamente diferente daquilo que se sentia há alguns anos. Acho que as pessoas [proprietários de terrenos] estão todas a remar para o mesmo lado, o parque natural também agilizou algumas situações que vinha a ter e também está sensibilizado», disse.
De acordo com Luís Vitorino, as câmaras municipais «conseguiram fazer a ponte» entre o ICNF e os proprietários, existindo agora «um ambiente saudável».
O Dia Nacional do Sapador Florestal, assinalado em Marvão, contou com a participação das equipas de sapadores florestais dos municípios integrados no PNSSM e dos municípios de Alter do Chão, Crato e Elvas, bem como de Brigadas da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), entre outras entidades institucionais.
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