A GNR esclareceu esta terça-feira, dia 13, os contornos da fuga de um detido das instalações do Tribunal de Ponte de Sor, sublinhando que «não houve qualquer troca de tiros», ao contrário do que foi avançado por alguns meios de comunicação social nas horas seguintes ao incidente.
O homem, de 37 anos, encontrava-se nas instalações judiciais para primeiro interrogatório judicial, depois de ter sido detido na segunda-feira, dia 12, na sequência de disparos de arma de fogo contra uma viatura e pelo crime de resistência e coacção sobre funcionário
De acordo com o comunicado da GNR, a fuga ocorreu durante a tarde, quando o detido era acompanhado por militares até às instalações sanitárias do tribunal e «empurrou deliberadamente os militares que faziam a sua custódia e iniciou uma fuga para o exterior do edifício», refere a força de segurança.
A GNR acrescenta que a perseguição imediata foi dificultada pela intervenção de cerca de duas dezenas de pessoas presentes no local, que terão criado «uma barreira física», impedindo os militares de alcançarem rapidamente o suspeito.
Na tentativa de travar a fuga, dois militares efectuaram disparos de advertência para o ar. Ainda assim, o homem conseguiu abandonar o local algemado, numa viatura, permanecendo em fuga.
No esclarecimento enviado às redacções, a GNR rejeita várias informações divulgadas, entretanto, assegurando que «não houve qualquer troca de tiros”, que os militares “não foram trancados em nenhuma divisão do tribunal» e que «os pneus da viatura da Guarda no local não foram furados»
A força de segurança informa ainda que foi montado um dispositivo de busca para localizar o fugitivo «o mais rapidamente possível».

