O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) vai reabilitar a Escola Básica 2,3 de Santa Luzia em Elvas, após o Governo ter aprovado uma resolução que autoriza a instituição a assumir encargos de até 5,7 milhões de euros.

A decisão do Governo, tomada em Conselho de Ministros na quinta-feira, dia 7, vai assim permitir ao IPP requalificar a antiga escola e ampliar o projecto da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE).

Em 2024, a Câmara de Elvas assinou um protocolo de cedência do edifício da Escola Básica 2/3 de Santa Luzia ao IPP, tendo o contrato de comodato uma duração de 50 anos.

No comunicado do Conselho de Ministros, consultado pela Lusa, é explicado que o investimento permitirá requalificar a antiga escola e «convertê-la num campus moderno» de ensino superior, «reforçando a oferta formativa» nas áreas das biociências, ciências veterinárias e desporto.

O Governo preconiza que o investimento vai atrair «mais estudantes», promovendo também a fixação de jovens qualificados no Alentejo.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do IPP, Luís Loures, explicou que os 5,7 milhões de euros vão ser canalizados por meio de receitas próprias (40%) e a restante verba mediante fundos comunitários.

Luís Loures explicou que o actual edifício da ESBE foi projectado para acolher 250 alunos e que, actualmente, conta «com mais de 600».

«Por isso, vamos ter dois polos, um ligado à formação inicial [cursos técnicos superiores profissionais] e licenciaturas, no espaço da antiga escola, e outro ligado à formação avançada, onde estão pós-graduações, mestrados e doutoramentos na ESBE», disse.

O presidente do IPP indicou que o projecto de execução para a reabilitação da Escola Básica 2,3 de Santa Luzia «está feito», tendo todo o processo sofrido atrasos «por questões burocráticas».

«Nós temos este pedido feito ao Governo em Dezembro e estamos em Maio, a autorização durou cinco meses e agora vamos ter visto prévio do Tribunal de Contas que, à partida, se tudo correr bem, é dentro de 30 dias, mas se houver questões ou dúvidas pode demorar mais tempo», acrescentou.

De acordo com Luís Loures, «se tudo correr dentro da normalidade», o objectivo passa por, no segundo semestre do ano lectivo 2027/2028, a escola possa estar a operar.

O presidente do IPP sublinhou ainda que esta nova escola vai ser «estruturante» para poder ter melhores condições de ensino e aprendizagem, mas também pela «perspectiva de crescimento e oferta formativa».

«Nós não podemos estar a propor mais oferta formativa, que muitas vezes é necessária para as empresas e para indústria regional, porque, na verdade, não conseguimos ter espaço para dar as aulas, não conseguimos ter mais espaço para laboratórios», lamentou.

Por último, o responsável referiu que o novo edifício vai também integrar um espaço de clínica veterinária, onde a ESBE poderá «crescer e afirmar» a área das ciências veterinárias.

HYT // JLG

Lusa/Fim

Publicidade