A Coudelaria de Alter realizou esta sexta-feira, dia 24, o seu leilão anual com a venda de seis cavalos Puro-Sangue Lusitano, rendendo 75.200 euros, num evento que voltou a evidenciar a valorização da qualidade no mercado equestre.

O valor mais elevado foi atingido pelo cavalo Gniqui, vendido por 20 mil euros. Entre as fêmeas, a égua Salina destacou-se ao alcançar 17.700 euros, acima da base de licitação. No leilão, os preços iniciais variaram entre os 5.000 e os 17.500 euros para as éguas e entre os 7.000 e os 20.000 euros para os machos.

«Este leilão reafirma o Cavalo Lusitano como um símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa», afirmou Eduardo Oliveira e Sousa, presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, entidade responsável pela gestão da coudelaria.

O responsável destacou ainda que «o resultado deste leilão é o espelho do sentimento actual do mercado, onde se privilegia a qualidade em detrimento da quantidade», sublinhando que os exemplares mais valorizados acabaram por encontrar comprador.

O evento contou com licitadores nacionais e internacionais, com participação de compradores oriundos de países como Holanda, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha, tanto em formato presencial como online. Os cavalos que não foram vendidos durante o leilão mantêm-se disponíveis para aquisição online, com um acréscimo de 10% sobre o valor base.

Além da vertente comercial, a Coudelaria de Alter mantém como principal missão a preservação do cavalo Lusitano, considerado um património genético de elevado valor. «A Missão da Coudelaria de Alter não é transaccionar apenas cavalos, mas salvaguardar este valioso património genético que é o cavalo Lusitano», referiu Eduardo Oliveira e Sousa, apontando ainda o contributo da actividade para a afirmação do turismo equestre nacional.

Com um património genético único, os cavalos de linhagem Alter Real destacam-se pela sua nobreza, funcionalidade e particular aptidão para diversas disciplinas equestres, sobretudo no domínio da dressage e da equitação tradicional portuguesa, elevada a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. 

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