A sessão de abertura da Semana Académica de Portalegre decorreu na noite de quarta-feira, dia 15, marcando o início de um dos momentos mais emblemáticos da tradição estudantil da cidade, com a habitual Noite de Tunas e a presença de várias entidades institucionais e parceiros regionais.

Organizada pela Associação Académica do Instituto Politécnico de Portalegre (AAIPP) em conjunto com o NERPOR, com o apoio do Município e do Politécnico de Portalegre, a iniciativa volta a afirmar-se como um dos principais eventos do calendário académico e cultural, mobilizando estudantes, antigos alunos e a comunidade local.

Na abertura, o presidente da Associação Académica, Eduardo Durão, destacou a crescente aproximação entre a academia e o território, considerando que a presença de diferentes entidades na sessão «é um claro reflexo dessa crescente ligação», deixando um apelo à continuidade desse caminho, com base na «confiança» nas ideias e no trabalho dos estudantes.

Também o presidente do NERPOR, Tiago Braga, destacou o carácter desafiante da organização, assumindo que o processo foi exigente, com «momentos de grande pressão», mas salientando a capacidade de superação da equipa. «Se há coisa que caracteriza esta direcção [do NERPOR] é a resiliência», afirmou.

Na sua intervenção, defendeu ainda a importância estratégica da ligação entre o meio académico e o tecido empresarial, alertando para a necessidade de criar pontes entre estudantes e empresas. «Se queremos que Portalegre tenha futuro, temos de aproximar mais a comunidade estudantil das empresas», sublinhou, considerando que o evento «não é só uma festa», mas também uma oportunidade de desenvolvimento para a região.

Essa ideia de colaboração foi igualmente destacada pelo vice-presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Fernando Rebola, que enquadrou a Semana Académica como um momento de transformação da cidade. Referindo-se ao impacto do evento, afirmou que este «transforma a cidade», promovendo o encontro entre diferentes realidades.

O responsável valorizou ainda a parceria entre instituições, considerando que o envolvimento conjunto de estudantes, empresários e autarquia representa «algo raro», onde «a irreverência encontra a prudência» e «a ambição encontra a experiência», resultando num ganho colectivo para a cidade.

Dirigindo-se aos estudantes, destacou o papel central que desempenham no território, lembrando que trazem «talento, perspectiva e uma capacidade única de olhar para o que existe», apelando ao aproveitamento da semana não apenas como momento de celebração, mas também de encontro e construção de futuro.

Em representação da Câmara de Portalegre, a vereadora Laura Galão reforçou a importância do evento para a dinâmica da cidade, sublinhando que o município se associa à iniciativa por reconhecer o seu impacto. «Consideramos [a Semana Académica] muito importante para a nossa cidade», afirmou.

A autarca destacou ainda a dimensão humana e social da experiência académica, referindo que este período «é uma época da vida muito importante», não só pela formação, mas também pela criação de laços. Nesse sentido, reiterou a vontade de fixar jovens no território, sublinhando que «precisamos desses jovens» e que o concelho pretende continuar a acolher e valorizar a comunidade estudantil.

Após a sessão de abertura realizou-se a tradicional Noite de Tunas com as actuações das tunas do Instituto Politécnico de Portalegre e da Tuna Sénior da Academia Santa Clara, dando início a um programa que se estende até 18 de abri e que inclui concertos, momentos tradicionais académicos e iniciativas culturais.

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