Foi lançada esta quarta-feira, 2 de Abril, a Plataforma Alentejo Pela Regionalização, um movimento cívico, plural e independente que pretende reforçar a capacidade de decisão da região. A apresentação coincide com o dia em que a Constituição da República Portuguesa de 1976 assinala 50 anos.

De acordo com um comunicado divulgado pela comissão promotora, a iniciativa nasce «da vontade de devolver às populações o poder de decidir o rumo da sua terra», assumindo-se como resposta a «décadas de centralização» que terão afastado o território das decisões estruturais.

Inspirada pelos valores associados ao 25 de Abril de 1974 e pelo espírito democrático consagrado na Constituição, a plataforma apresenta-se como um espaço aberto à participação de cidadãos, instituições e movimentos. No manifesto fundador, os promotores afirmam que «o tempo da espera e da resignação terminou».

A estrutura defende que a regionalização deve ser entendida como «um instrumento essencial para garantir maior proximidade, eficácia e justiça territorial», sublinhando que «mais do que uma reforma administrativa, trata-se de uma exigência democrática».

Entre as prioridades identificadas no comunicado estão a «conquista de uma autonomia decisória real, ajustada às especificidades das sub-regiões», bem como o «investimento urgente em infraestruturas», com destaque para a ferrovia e a rede rodoviária, consideradas fundamentais para a coesão e competitividade do território.

O documento refere ainda a necessidade de «construir soluções a partir do território», promovendo a cooperação e a responsabilidade partilhada entre os diferentes agentes regionais.

A Plataforma Alentejo Pela Regionalização afirma rejeitar divisões partidárias, posicionando-se como «um movimento de convergência, orientado pela acção e pelo compromisso com o futuro da região». No mesmo sentido, é deixado um apelo directo à mobilização cívica. «Participar, debater e construir um novo modelo de governação mais próximo, mais justo e mais eficaz».

A comissão promotora é composta por Marco Oliveira, Fernando Gomes e Pedro Barreto, que subscrevem o lançamento da iniciativa, apresentada como um contributo para afirmar «o direito de decidir o seu destino» por parte do Alentejo.

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