A população da freguesia de Santa Eulália, no concelho de Elvas, manifestou-se maioritariamente contra a construção de uma variante à localidade, durante uma sessão pública promovida pela Câmara Municipal de Elvas, realizada no sábado, dia 28.

A reunião, que decorreu no Largo do Repuxo, contou com cerca de meia centena de participantes e foi conduzida pelo presidente do Município, José Rondão Almeida, acompanhado pelo vice-presidente, Nuno Mocinha.

A construção de uma variante, tema que tem vindo a ser debatido de há uns anos a esta parte”, surge como resposta aos constrangimentos na circulação rodoviária, nomeadamente na entrada e saída de viaturas ligeiras pelo túnel sob a linha ferroviária, no acesso do lado de Elvas.

Segundo foi referido na sessão, têm sido vários os acidentes com veículos pesados de mercadorias naquele local, devido a erros de avaliação por parte dos condutores, que acabam por ficar com os camiões presos no túnel.

Apesar destas dificuldades, a população revelou pouca abertura à solução proposta. Conforme ficou evidente no final do encontro, a maioria das pessoas manifestaram-se contra a construção da variante, não se tendo registado qualquer manifestação favorável entre os presentes.

Face ao resultado da consulta informal, o presidente da autarquia indicou que o Município irá transmitir à Infraestruturas de Portugal «o sentir da população de Santa Eulália» relativamente ao projecto.

Deputado do Chega critica sessão

Entretanto, a sessão motivou críticas por parte do deputado do Chega eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, João Lopes Aleixo, que marcou presença em Santa Eulália.

Nas redes sociais, o parlamentar considerou que o encontro «não foi uma sessão de esclarecimento», mas sim «um espectáculo político mal disfarçado», apontando falta de «lealdade institucional» e criticando a ausência do presidente da Junta de Freguesia, José Picado, eleito pelo Chega.

João Lopes Aleixo defendeu ainda que existe «um problema real, antigo e conhecido» na circulação no túnel da EN246 sob a Linha do Leste, sublinhando a necessidade de uma solução técnica adequada. «A pergunta é simples: há um problema ou não há? Se há, então resolva-se», afirmou.

O deputado criticou igualmente a forma como decorreu a sessão, referindo que «não houve uma apresentação técnica» nem esclarecimento suficiente sobre as alternativas, considerando que a votação final «não tem representatividade» para traduzir a posição da população da freguesia.

Apesar das críticas, reiterou que a prioridade deve ser a resolução do problema de mobilidade e segurança rodoviária, cabendo à Infraestruturas de Portugal encontrar «a resposta tecnicamente mais adequada».

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