No próximo dia 7 de Março, Dia Internacional da Mulher, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) promove, em todo o País, a Manifestação Nacional de Mulheres (MNM), sob o lema “Vida com dignidade. Direitos com igualdade.” Em Portalegre, a iniciativa vai juntar mulheres do distrito numa acção pública com início marcado para as 10h30, na Praça da República.
A concentração dará lugar à formação de um cordão humano até ao Jardim Avenida da Liberdade, onde a iniciativa terminará com um momento de convívio e celebração.
Segundo o MDM, são várias as razões que levam as mulheres à rua, nomeadamente a defesa de melhores salários e pensões, o reforço dos serviços públicos, o combate às violências, o direito a trabalho com direitos, à habitação digna, à saúde e à paz. O movimento sublinha que não aceita retrocessos nos direitos conquistados e alerta para o agravamento das desigualdades, da precariedade laboral e da desvalorização salarial, particularmente nos sectores social, do comércio, da educação e da saúde.
No distrito de Portalegre, o MDM chama a atenção para problemas específicos do território, como o despovoamento, o envelhecimento da população, a dificuldade em fixar jovens e a fragilidade dos serviços públicos e sociais. O movimento destaca ainda que as mulheres estão em maioria em sectores como os serviços, os cuidados e o turismo, frequentemente marcados por vínculos precários, trabalho sazonal e baixos salários.
Entre as reivindicações apresentadas estão o reforço da rede pública de creches e jardins-de-infância, mais respostas de apoio aos idosos, melhores condições de maternidade e parentalidade, horários compatíveis com a vida familiar e o reconhecimento do trabalho de cuidados.
A defesa do Serviço Nacional de Saúde no distrito é também uma das prioridades apontadas, nomeadamente a manutenção dos serviços de ginecologia e obstetrícia e o acesso à saúde sexual e reprodutiva. O combate à violência doméstica, com mais estruturas de apoio e campanhas de sensibilização, é igualmente sublinhado.
O MDM apela ainda à construção de uma sociedade mais justa, baseada na igualdade, na dignidade humana e na paz, reafirmando que continuará a exigir «na rua» direitos com igualdade enquanto estes não forem plenamente concretizados.

