Em contagem decrescente para a segunda volta das eleições presidenciais, cuja votação se realiza no próximo domingo, António José Seguro iniciou a semana no Alto Alentejo, onde passou a última segunda-feira, dia 2, num périplo que teve início em Elvas, seguiu para Campo Maior e terminou em Portalegre. Depois de conceder uma entrevista de fundo ao jornalista Vítor Gonçalves, transmitida em direto pela RTP a partir do Museu da Tapeçaria, o candidato presidencial dirigiu-se ao Centro de Artes do Espectáculo, onde participou num comício que reuniu cerca de 500 apoiantes. Perante uma sala cheia, António José Seguro defendeu uma estratégia nacional de valorização das regiões do interior, sublinhando que estas devem ser encaradas como parte essencial do futuro do País, afirmando que «o interior não é um fardo nem um território dispensável».

Durante a sua intervenção, António José Seguro rejeitou a ideia de que o interior esteja condenado ao despovoamento ou à perda de dinamismo, sublinhando que estes territórios «têm talento, têm inteligência, têm trabalho e têm mulheres e homens que sabem fazer face às dificuldades da vida». Para o candidato, o problema não está nos territórios, mas na falta de políticas públicas consistentes que promovam oportunidades e fixação de população.

Referindo-se ao Grupo Nabeiro – Delta Cafés, sediado em Campo Maior, António José Seguro destacou projectos empresariais que demonstram ser possível prosperar fora dos grandes centros urbanos. «Encontramos aqui um exemplo claro de como é possível investir no interior, prosperar no interior e, a partir do interior, trabalhar para o mundo inteiro”, afirmou.

No âmbito das políticas públicas, o candidato apontou o empreendimento de Alqueva como um caso paradigmático de desenvolvimento bem-sucedido, defendendo que «quando há um bom casamento entre investimento público e investimento privado, ganhamos todos e ganha o País». Segundo António José Seguro, a disponibilidade de água transformou profundamente o Alentejo, permitindo atrair investimento, criar emprego e oferecer novas oportunidades às gerações mais jovens. «O Alentejo hoje é completamente diferente do Alentejo antes do Alqueva», frisou.

Ao longo do discurso, António José Seguro reforçou também a sua ligação pessoal ao interior do País. «Sou um homem do interior. Nasci na Beira Baixa e não preciso de aprender agora o que é o interior de Portugal», disse, acrescentando que continua a investir nestes territórios porque acredita que «este é um território de esperança e de futuro». O candidato garantiu ainda que não desistirá de combater as desigualdades territoriais, afirmando que «para nós não há nenhum território dispensável».

A sessão contou igualmente com a intervenção de João Manuel Nabeiro, mandatário distrital da candidatura de António José Seguro, que centrou o seu discurso na necessidade de estabilidade, confiança e união nacional. «Há momentos em que o País precisa de alguém que una, que inspire e que traga esperança», afirmou, defendendo uma liderança que coloque as pessoas no centro da acção política.

João Manuel Nabeiro sublinhou que o interior conhece bem o valor da resistência e do compromisso, lembrando que «o futuro não se constrói com ruído, constrói-se com responsabilidade, raízes fortes e visão clara». Para o mandatário distrital, a estabilidade política é um factor essencial para o progresso, destacando que «estabilidade não é ficar parado, é ter uma base sólida para avançar».

Na sua intervenção, defendeu ainda que a candidatura de António José Seguro representa uma visão humanista e agregadora do País. «Precisamos de um Presidente que una quando tudo parece separado e que faça os portugueses sentir que o país continua em boas mãos», afirmou.

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